TRIUNFO: Hospital conclui sindicância do caso bebê Esdra, mas não divulga resultado

O Hospital de Caridade Santa Rita concluiu a sindicância interna que apura a morte do bebê Esdra Ravi Palmeira Rodrigues, de seis meses, ocorrida durante atendimento na instituição, no dia 16 de março. A informação foi confirmada pelo diretor da unidade, Pedro Quevedo, na quarta-feira, 8 de abril.

No entanto, o resultado da apuração não será divulgado publicamente. “A sindicância foi concluída, porém não será aberta ao público. Apenas aos órgãos”, afirmou o diretor, sem especificar quais entidades tiveram acesso ao documento.
O delegado responsável pelo caso, Alex Assmann, informou ao jornal O Fato, na quinta-feira, 9 de abril, que a Polícia Civil ainda não recebeu o relatório. “Disseram que iriam nos enviar, mas ainda não enviaram”, declarou.
Segundo o delegado, a investigação segue em andamento e ainda aguarda o resultado da necropsia. Até o momento, já foram realizadas oitivas, incluindo o interrogatório de dois médicos que atenderam o bebê no dia do óbito.
A mãe da criança, a dona de casa Andriele Palmeira Quevedo, 22 anos, demonstrou preocupação com a condução do caso. Ela afirma considerar o andamento das investigações lento e relata não ter tido acesso ao conteúdo da sindicância do hospital. Ela teme que a morte do seu filho seja esquecida.

Entenda o caso

A morte de Esdra Ravi Palmeira Rodrigues é investigada pela Polícia Civil de Triunfo. Conforme o registro de ocorrência feito pela mãe, o bebê estava em tratamento com antibiótico há cerca de duas semanas devido a dores no ouvido.
Após apresentar melhora, o quadro voltou a se agravar no domingo, 15 de março, o que levou a família a buscar atendimento médico na manhã de segunda-feira, 16 de março, no Hospital de Caridade Santa Rita.
De acordo com o relato, a medicação foi iniciada por volta das 10h13. Ao longo do dia, o bebê teria apresentado aumento da sonolência e agravamento do quadro respiratório. Por volta das 15h, a família foi informada do óbito.
O atestado médico apontou como causas da morte choque cardiogênico, insuficiência cardíaca e anemia.
Inicialmente sepultado, o corpo foi posteriormente exumado após a mãe registrar ocorrência. Com autorização judicial, o procedimento foi realizado no dia 19 de março, e o corpo encaminhado ao Departamento Médico-Legal (DML), em Porto Alegre.
A Polícia Civil apura se houve imprudência, negligência ou imperícia por parte da equipe médica durante o atendimento.

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