Taquari fecha primeiro quadrimestre sem registro de homicídios

Taquari encerrou o primeiro quadrimestre de 2025 sem registros de assassinatos no município. Isso não ocorria desde 2021, último ano em não houve mortes com violência na cidade nos primeiros quatro meses do ano.

Em 2024, no primeiro quadrimestre, foram registrados três homicídios em Taquari, dois em janeiro e um em fevereiro. Em 2023, outros três assassinatos foram cometidos no município nos primeiros quatro meses do ano, um em janeiro, um em março e um em abril. Em 2022, dois assassinatos foram registrados em Taquari entre janeiro e abril, ambos em fevereiro. O último ano, desde 2020, que não houve registro de morte com violência em Taquari foi em 2021.
Conforme a delegada Betina Martins Caumo, “o trabalho desenvolvido pelos órgãos de Segurança Pública como um todo, baseado na dissuasão focada, com foco na redução de crimes violentos letais e intencionais, especificamente os homicídios dolosos, consumados e tentados, decorrentes de conflitos entre grupos criminosos, executados em Taquari, especialmente no segundo semestre do ano passado, é um dos fatores que impactou nessa redução. Dentre as sete medidas da dissuasão, temos a saturação da área onde ocorreu o homicídio, identificação do grupo responsável, responsabilização das lideranças e ações dentro das casas prisionais.”
Com relação ao número total de mortes com violência por ano, desde 2002, quando iniciou a divulgação desses números pela Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS), 2024 e 2022 foram os anos em que mais assassinatos foram cometidos em Taquari, sete em cada ano.
Taquari não registra assassinato desde o dia 18 de dezembro de 2024, quando William da Silva Pereira, 33 anos, foi morto a tiros dentro de sua casa, na rua Cecília Dória Labres, no bairro Caieira. Por volta das 2h30min, dois criminosos teriam invadido a casa da vítima pela porta dos fundos, após não conseguir entrar pela porta da frente. Já dentro da casa, os assassinos teriam ido até a um quarto da casa, onde a vítima estava deitada, e efetuado diversos disparos. No momento do crime, a namorada da vítima estava na casa, mas não foi ferida. Na fuga, os criminosos teriam levado três telefones celulares.

Polícia Civil investiga quatro homicídios cometidos em 2024

Atualmente, a Polícia Civil de Taquari trabalha para elucidar quatro homicídios registrados no município em 2024. O de William da Silva Pereira, 33 anos, morto a tiros dentro de sua casa, na rua Cecília Dória Labres, no bairro Caieira, no dia 18 de dezembro. O de Odemar Oliveira, o Nena, 55 anos, assassinado a tiros na rua do Tanino, bairro Caieira, no dia 24 de setembro. O de Gilberto Bergamaschi Júnior, 30 anos, morto, também a tiros, na avenida Farrapos, bairro Coqueiros, no dia 21 de setembro. E o de Carlos Alberto de Almeida, 39 anos, assassinado a tiros, na rua João Pessoa, bairro Praia, no dia 26 de fevereiro.
Nos demais três casos de 2024, a Polícia Civil identificou os suspeitos dos crimes. Rogério da Silva Politta, 52 anos, foi assassinado no dia 27 de janeiro, com vários disparos de arma de fogo, na TK 9, no bairro Pinheiros. Neste caso, a Polícia Civil apreendeu um menor, hoje com 17 anos, no dia 14 de março de 2024, suspeito de ser o executor da vítima. Sobre a motivação, a delegada disse que a vítima, horas antes do crime, embriagada, na entrada da Vila, teria chamado duas meninas, falado algumas besteiras para elas e oferecido dinheiro. “Uma das meninas seria irmã do adolescente que, na época, comandava, junto com a sua mãe e padrasto, o tráfico na Vila São Francisco. Irado com a conduta da vítima, o adolescente teria cometido o crime.” O rapaz segue recolhido na Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (FASE).
Thomaz Eduardo Abreu da Silva, de 15 anos, foi encontrado morto por populares, também no dia 27 de janeiro de 2024, numa área de pastagem, na estrada de Aterrados, próximo ao entroncamento com a BR 386, na localidade de Aterrados, com marca de disparo de arma de fogo na região da virilha. O suspeito da autoria do crime foi identificado pela Polícia Civil de Taquari já na segunda-feira pós-crime, dia 29 de janeiro. Ele tem 47 anos, é natural de Taquari, e encontra-se foragido da Justiça desde a decretação de sua prisão preventiva, no dia 29 de janeiro. A delegada disse que a arma do crime foi apreendida pela Polícia Civil de Taquari durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, na residência do suspeito. Sobre a motivação, a delegada disse que seria “uma desavença banal, discussão banal entre vítima e autor momentos antes do crime.”
O corpo de Antônio Solferino Machado de Godoy, o Borgueti, 58 anos foi encontrado carbonizado, após incêndio em sua casa, na noite do dia 26 de setembro, na rua Euclides da Cunha, bairro Colônia 20, no Tinguité. Sua companheira, uma mulher, de 57 anos, foi presa, no dia 9 de outubro, suspeita de ser a autora do homicídio. Conforme apurou a investigação, a mulher teria matado Borgueti e, após, ateado fogo em sua residência. Segundo a Polícia Civil, no corpo da vítima havia marcas de golpe de faca na região torácica. Além disso, segundo a Polícia Civil, os testículos da vítima também foram cortados. De acordo com a delegada, a suspeita segue recolhida no sistema prisional.

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