A morte de animais na Lagoa de Taquari tem preocupado moradores das proximidades e despertado questionamentos sobre o que estaria causando os óbitos. O caso vem sendo observado há cerca de 20 dias e, até o momento, não há uma explicação oficial para o ocorrido.
Segundo relato da moradora Cláudia Costa, que reside nas proximidades da lagoa, os primeiros animais encontrados mortos foram cinco tartarugas. Desde então, o número de casos aumentou e, atualmente, já são 18 tartarugas mortas.
Além delas, dois patos também foram encontrados sem vida. Um terceiro animal foi localizado debilitado e chegou a ser encaminhado para uma clínica veterinária, mas não resistiu. De forma particular, o pato foi submetido a uma necropsia para tentar identificar a causa da morte. O resultado do exame, no entanto, ainda não foi concluído.
Moradores também relatam a morte de carpas na lagoa, aumentando a preocupação com a possibilidade de algum fator ambiental estar afetando diferentes espécies que habitam o local.
Diante da situação, a comunidade aguarda esclarecimentos sobre as possíveis causas das mortes e se há algum risco ambiental ou à saúde pública. Até o momento, não há confirmação sobre o que pode ter provocado os óbitos dos animais.
O jornal O FATO procurou a administração municipal para obter informações sobre a situação e o que está fazendo até o momento.
O que diz a Prefeitura
“A Administração Municipal de Taquari informa que tem conhecimento dos relatos envolvendo a morte de animais na Lagoa Armênia e esclarece que a situação vem sendo acompanhada pela Secretaria Municipal de Saúde e Meio Ambiente.
Assim que tomou conhecimento dos registros, a Secretaria realizou vistoria no local. Até o momento, não foi possível determinar tecnicamente a causa da morte dos animais, uma vez que não há elementos técnicos suficientes para apontar contaminação da água, doenças ou outro fator ambiental específico como origem dos casos.
Quanto à qualidade da água, a Administração Municipal informa que, neste momento, não estão sendo realizadas análises laboratoriais, pois não foram constatados indícios técnicos que justifiquem essa medida, como mortandade maciça de peixes, alteração acentuada da coloração da água, odores anormais ou outros sinais compatíveis com possível contaminação ambiental. A presença de algas observada na lagoa é considerada um fenômeno natural e, isoladamente, não caracteriza poluição ou risco à saúde pública.
Também não foram identificados, até o momento, indícios de risco à fauna, à flora ou à saúde da população decorrentes das condições da Lagoa Armênia. Ressalta-se que o local possui caráter ornamental e paisagístico, não sendo destinado ao abastecimento público, banho, pesca ou dessedentação de animais, conforme previsto na legislação municipal.
A Administração Municipal seguirá monitorando a situação e, caso sejam registrados novos episódios ou surjam elementos técnicos que indiquem risco ambiental ou sanitário, serão adotadas as providências cabíveis,” diz o Executivo.

