Há 1 ano e oito meses, nascia Clara Riede Bonatto, filha mais nova da taquariense Nesele Riede e do esposo Milrem Bonatto. A gravidez, que começou a ser planejada em 2022, acabou não acontecendo de forma convencional, mas graças à uma mudança na legislação, a gestação pôde contar com a ajuda da irmã, a também taquariense Marcele Riede.
Moradora de Rio do Campo atualmente, Nesele, mãe de Laisa, 21 anos, e Isabella, 9, estava com 34 anos quando decidiu tentar engravidar. Depois de seis meses de tentativas, em decisão conjunta com a equipe médica, iniciou o processo de fertilização. “Já na primeira estimulação, ficou evidente que eu produziria um número muito baixo de óvulos, o que diminuiria bastante as chances de sucesso. Durante esse período, saiu a nova legislação que permitia a doação de óvulos entre familiares, abrindo uma nova perspectiva para nós”, contou.
Logo após a primeira fertilização não dar certo, as duas irmãs Nesele, Marcele e Mariana, se ofereceram para doação de óvulos. Depois de muita conversa na família, foi definido que Marcele seria a doadora dos óvulos, que foram fecundados com o sêmen de Milrem e, posteriormente, os embriões transferidos para o útero de Nesele. “A Marcele já havia passado por muitas dificuldades antes, engravidado quatro vezes, mas infelizmente não conseguiu levar nenhuma gestação até o fim. Ela nunca pôde gestar, mas não mediu esforços para trazer minha filha até minha barriga. Fez mais de 100 aplicações de injeções, tomou hormônios que fizeram ela engordar oito quilos, viajou mais de 1000 km entre Santa Cruz e Porto Alegre para acompanhar todo o tratamento e nunca reclamou de nada. Isso é algo que eu jamais esquecerei”, relatou Nesele.
A advogada relata que, se não houvesse a opção de doação por familiares de até 4º grau, certamente faria a fertilização com doação anônima. “Nunca me importei com questões de sangue, genética ou afins. Para mim, o que importa é o amor que você dedica a um filho. A Marcele não é a mãe da Clara, é a tia dela, mas como tem o DNA dela envolvido, é natural que minha filha herde algumas características genéticas. Ela é a tia-dinda, mas é também uma parte fundamental da minha jornada materna. O amor e a conexão entre nós só cresceram”, disse Nesele.
Para a irmã, aceitar ser a doadora dos óvulos para Nesele foi uma escolha fácil. “Não precisei pensar duas vezes, fiquei muito feliz de poder participar desse momento tão importante na vida dela”, contou. Marcele disse ter sido gratificante poder proporcionar a gestação à irmã, já que o seu sonho também era ser mãe, e conseguiu realizá-lo através da adoção. “As pessoas perguntam muito sobre qual sentimento tenho pela minha sobrinha, se considero como uma filha, mas o amor é de tia mesmo, ela é minha sobrinha, a mãe dela é a Nesele, apenas contribui para que ela viesse ao mundo”, explicou Marcele.
Na mesma família, outra história de amor
Em 2022, O Fato contou outra história da família Riede. Na época, Nesele formalizava a adoção da filha Isabella. Relembre com um trecho da matéria:
“Naturais de Porto Belo, em Santa Catarina, os irmãos biológicos, Kauã, 12 anos, Pedro, 9 anos, e Isabella, 6 anos, passaram pelo processo de adoção e hoje têm nomes diferentes na filiação em seus documentos. Embora atualmente filhos de pais e mães distintos, eles têm um sobrenome em comum e podem conviver novamente em família. Isso porque foram adotados pelo morador de Marcelino Ramos, Jorge Luís Riede, e suas filhas, as taquarienses Marcele Bastos Riede e Nesele Bastos Riede”, conta a matéria, publicada em junho de 2022. Jorge Luís é pai de Pedro; Marcele é mãe de Kauã, e Nesele, de Isabella.Moradora de Rio do Campo atualmente, Nesele, mãe de Laisa, 21 anos, e Isabella, 9, estava com 34 anos quando decidiu tentar engravidar. Depois de seis meses de tentativas, em decisão conjunta com a equipe médica, iniciou o processo de fertilização. “Já na primeira estimulação, ficou evidente que eu produziria um número muito baixo de óvulos, o que diminuiria bastante as chances de sucesso. Durante esse período, saiu a nova legislação que permitia a doação de óvulos entre familiares, abrindo uma nova perspectiva para nós”, contou.
Logo após a primeira fertilização não dar certo, as duas irmãs Nesele, Marcele e Mariana, se ofereceram para doação de óvulos. Depois de muita conversa na família, foi definido que Marcele seria a doadora dos óvulos, que foram fecundados com o sêmen de Milrem e, posteriormente, os embriões transferidos para o útero de Nesele. “A Marcele já havia passado por muitas dificuldades antes, engravidado quatro vezes, mas infelizmente não conseguiu levar nenhuma gestação até o fim. Ela nunca pôde gestar, mas não mediu esforços para trazer minha filha até minha barriga. Fez mais de 100 aplicações de injeções, tomou hormônios que fizeram ela engordar oito quilos, viajou mais de 1000 km entre Santa Cruz e Porto Alegre para acompanhar todo o tratamento e nunca reclamou de nada. Isso é algo que eu jamais esquecerei”, relatou Nesele.
A advogada relata que, se não houvesse a opção de doação por familiares de até 4º grau, certamente faria a fertilização com doação anônima. “Nunca me importei com questões de sangue, genética ou afins. Para mim, o que importa é o amor que você dedica a um filho. A Marcele não é a mãe da Clara, é a tia dela, mas como tem o DNA dela envolvido, é natural que minha filha herde algumas características genéticas. Ela é a tia-dinda, mas é também uma parte fundamental da minha jornada materna. O amor e a conexão entre nós só cresceram”, disse Nesele.
Para a irmã, aceitar ser a doadora dos óvulos para Nesele foi uma escolha fácil. “Não precisei pensar duas vezes, fiquei muito feliz de poder participar desse momento tão importante na vida dela”, contou. Marcele disse ter sido gratificante poder proporcionar a gestação à irmã, já que o seu sonho também era ser mãe, e conseguiu realizá-lo através da adoção. “As pessoas perguntam muito sobre qual sentimento tenho pela minha sobrinha, se considero como uma filha, mas o amor é de tia mesmo, ela é minha sobrinha, a mãe dela é a Nesele, apenas contribui para que ela viesse ao mundo”, explicou Marcele.

