Polícia ainda investiga apenas um homicídio cometido em Taquari

Taquari está a 11 dias de completar 20 meses sem registros de homicídio no município, marca que nunca foi alcançada desde que a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS) passou a divulgar indicadores criminais, em 2002. O ano de 2024 foi o último em que houve assassinatos em Taquari, com sete registros ao todo. E, destes, apenas um caso ainda está sob investigação da Polícia Civil de Taquari.

O único caso de homicídio ainda sob investigação da Polícia Civil local é o da morte de William da Silva Pereira, 33 anos, justamente o último cometido no município. Ele foi assassinado a tiros dentro de sua casa, na rua Cecília Dória Labres, no bairro Caieira, no dia 18 de dezembro de 2024. Segundo ocorrência da época, a Brigada Militar (BM) foi acionada por volta das 2h30min por vizinhos que ouviram disparos de arma de fogo. Ao chegar no endereço indicado, constatou-se o óbito do homem. Ainda conforme ocorrência, dois criminosos teriam invadido a casa pela porta dos fundos, após não conseguir entrar pela porta da frente. Já dentro da casa, os assassinos foram até a um quarto da casa, onde a vítima estava deitada, e efetuaram diversos disparos. No momento do crime, a namorada da vítima estava na casa, mas não foi ferida. Na fuga, os criminosos teriam levado três telefones celulares. Não se sabe como os atiradores chegaram e nem como foram embora, se a pé ou com algum veículo.
Nesta semana, a reportagem de O Fato questionou a delegada Betina Martins Caumo a respeito deste crime. Ela afirmou que o crime ainda está sob investigação e não teria nenhuma informação que pudesse divulgar.
Em relação aos demais seis assassinatos cometidos em Taquari em 2024, outros três casos, de Odemar Oliveira, o Nena, 55 anos, assassinado a tiros na rua do Tanino, bairro Caieira, no dia 24 de setembro, o de Gilberto Bergamaschi Júnior, 30 anos, morto, também a tiros, na avenida Farrapos, bairro Coqueiros, no dia 21 de setembro, e o de Carlos Alberto de Almeida, 39 anos, assassinado a tiros, na rua João Pessoa, bairro Praia, no dia 26 de fevereiro, foram remetidos ao Poder Judiciário sem indiciamento dos envolvidos em razão da insuficiência de provas. Segundo a delegada, “os fatos chegaram a ser esclarecidos, foram obtidas informações de autoria e motivação mas, para fins de responsabilização criminal, não se logrou êxito na produção de prova robusta.”
Nos outros três casos de 2024, a Polícia Civil identificou os suspeitos dos crimes. Um menor, apontado como autor do homicídio de Rogério da Silva Politta, 52 anos, no dia 27 de janeiro, com vários disparos de arma de fogo, na TK 9, no bairro Pinheiros, foi recolhido à Fundação de Atendimento Socioeducativo (FASE).
Um homem de 47 anos, apontado como autor do homicídio de Thomaz Eduardo Abreu da Silva, de 15 anos, no dia 27 de janeiro, na localidade de Aterrados, encontra-se foragido.
E uma mulher, de 57 anos, acusada da morte de Antônio Solferino Machado de Godoy, o Borgueti, 58 anos, no dia 26 de setembro, na rua Euclides da Cunha, bairro Colônia 20, no Tinguité, foi presa no dia 9 de outubro de 2024. Ela foi à júri popular em agosto de 2025 e condenada a quatro anos em regime aberto.
Desde 2002, 72 pessoas foram assassinadas em Taquari. Neste período, os anos em que houve maior número de homicídios foram em 2022 e 2024, com sete registros. Desde 2011, a Polícia Civil de Taquari descobriu a autoria de 39 dos 50 assassinatos cometidos no município no período, o que dá uma taxa de 78% de resolução dos casos.

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