O Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) promoveu, na noite de ontem, 28 de agosto, no Theatro São João, o painel de debates “Violência contra a Mulher: avanços, desafios e políticas públicas”. A atividade faz parte da campanha Agosto Lilás, que busca a conscientização pelo fim da violência contra a mulher.
Participaram do painel a delegada de Polícia Civil de Taquari, Betina Martins Caumo; os juízes de Direito Diego Locatelli e Felipe Almeida Santana; o capitão da Brigada Militar, Guilherme Malmann; a gestora judiciária, Márcia Hartmann; e a psicóloga do CREAS, Cláudia Reck. A mediação foi conduzida pela jornalista e vereadora de Porto Alegre, Vera Armando.
Entre os temas debatidos e objetivos do evento estão: a discussão sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher — física, psicológica, patrimonial, moral e sexual —; a avaliação dos avanços regionais no enfrentamento da violência e na efetivação das políticas públicas; a promoção da interlocução entre poder público, sociedade civil, vítimas e pesquisadores sobre estratégias integradas de apoio, prevenção e proteção e o fortalecimento da rede de atendimento institucional, incluindo delegacia, CREAS, Judiciário e Defensoria Pública.
Também foram apresentados dados locais e regionais sobre a violência contra a mulher.
Banco Vermelho foi instalado na Lagoa Armênia
Às 17h de ontem ocorreu a instalação do Banco Vermelho na Lagoa Armênia, também dentro da programação do Agosto Lilás. A ação está prevista na Lei nº 14.942/2024 e é promovida pelo Poder Judiciário, dentro da campanha de conscientização sobre a violência e o feminicídio.
O Projeto Banco Vermelho consiste na instalação de, pelo menos, um banco na cor vermelha em espaços públicos de grande circulação, com frases que estimulem a reflexão sobre o tema e contatos de emergência, como o número da “Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180”, para denúncias e suporte às vítimas.
Em matéria publicada na edição de 22 de agosto do jornal, o juiz da 2ª Vara, Felipe Almeida Sant’Anna, afirmou que “a instalação do banco em local público de grande circulação, com contatos de emergência, fortalece a rede de proteção e o acesso à informação. A adesão da comunidade é essencial para que a iniciativa cumpra sua finalidade, estimulando o engajamento coletivo na prevenção da violência e na promoção de uma cultura de respeito e igualdade. Taquari não poderia ficar de fora dessa campanha tão importante de conscientização”.
Já ontem, no momento da instalação do Banco Vermelho, o magistrado reforçou que a iniciativa “traz à luz este grave problema social, que é a violência doméstica, uma realidade que assola todo o país e que, em Taquari, se reflete em números elevados de medidas protetivas. O banco serve para que as pessoas enxerguem essa realidade, para que as mulheres se sintam mais protegidas, percebam que existem recursos disponíveis para ajudá-las e que o poder público está ao lado delas”, disse.

