Uma tradição de Natal aprendida com a família, natural de Santa Catarina, é mantida pela aposentada Ecilda de Liz Souza, 72 anos. Todo ano, com ajuda dos netos e filhas, ela prepara a receita que aprendeu quando criança e que agrada a todos que experimentam. “Onde eu morava, se uniam as famílias, cada um trazia uma coisa e faziam aquelas bolachas. Era o doce do nosso Natal. Eu sempre faço, até já teve ano em que eu não fiz, mas para mim, parece que não foi Natal”, conta.
Para preparar as bolachas amanteigadas, Ecilda utiliza dez ovos, três colheres de sopa bem cheias de manteiga ou margarina, três pacotes de polvilho doce (cerca de 1,5 kg), três xícaras de açúcar, dois pacotes de coco, três pacotes de fermento químico e duas colheres de chá de sal amoníaco. “O sal ajuda a crescer e ficar macia”, explica.
Primeiramente, Ecilda coloca num recepiente o açúcar, a manteiga e os ovos e bate tudo a mão. Depois, coloca o polvilho doce aos poucos até dar ponto. Por fim, acrescenta o fermento e sal amoníaco. “Se a massa ficar muito mole, pode colocar um pouquinho de farinha de trigo, mas o bom é não colocar”, relata. A aposentada passa a massa na mesma máquina que se utiliza para moer carne, colocando uma forminha na ponta. Quem não tiver o equipamento, pode formar à mão as bolachinhas, que devem ficar achatadas.
Com o forno pré-aquecido em 250º, Ecilda coloca as bolachinhas em uma forma untada com azeite e farinha, por cerca de 10 a 20 minutos. “É bem rápido, tem que ficar atento”, alerta.
Toda a família adora. “Tinha ano que eu fazia e tinha até que esconder, porque quando olhava já não tinha mais”, ri.
Além disso, verifique
Uma noite inesquecível
O tradicional Baile de Debutantes de Taquari teve apresentação de quatro jovens na noite do ...