{"id":3979,"date":"2018-10-19T12:53:04","date_gmt":"2018-10-19T12:53:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ofatonovo.com.br\/novo\/?p=3979"},"modified":"2018-10-19T12:53:04","modified_gmt":"2018-10-19T12:53:04","slug":"conheca-a-historia-de-tres-mulheres-que-estao-em-fases-distintas-de-tratamento-e-a-forma-como-encaram-esta-etapa-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/conheca-a-historia-de-tres-mulheres-que-estao-em-fases-distintas-de-tratamento-e-a-forma-como-encaram-esta-etapa-da-vida\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de tr\u00eas mulheres que est\u00e3o em fases distintas de tratamento e a forma como encaram esta etapa da vida"},"content":{"rendered":"<p>Um dos tipos de tumor de maior incid\u00eancia entre as mulheres no Rio Grande do Sul \u00e9 o c\u00e2ncer de mama. Para 2018, a estimativa do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA) \u00e9 que 11 mil novos casos sejam diagnosticados no Estado, entre as mulheres, o que corresponde a 28% entre os 10 tipos de maior incid\u00eancia.<br \/>\nOs fatores de risco, segundo a m\u00e9dica mastologista \u00c2ngela Parizotto, est\u00e3o relacionados \u00e0 gen\u00e9tica e ao estilo de vida e a preven\u00e7\u00e3o pode ser feita com h\u00e1bitos saud\u00e1veis, como alimenta\u00e7\u00e3o mais natural, atividades f\u00edsicas e exames de rotina, que auxiliam na detec\u00e7\u00e3o precoce, aumentando a chance de cura.<br \/>\nConhe\u00e7a a hist\u00f3ria de tr\u00eas mulheres que est\u00e3o em fases distintas de tratamento e a forma como encaram esta etapa da vida.<\/p>\n<p><strong>Trabalhando a autoestima<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ofatonovo.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/GERAL-C\u00c2NCER-Monaliza.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3980 alignleft\" src=\"http:\/\/ofatonovo.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/GERAL-C\u00c2NCER-Monaliza-300x221.jpg\" alt=\"GERAL - C\u00c2NCER - Monaliza\" width=\"300\" height=\"221\" \/><\/a>A professora de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, Monalize Pacheco, 28 anos, descobriu o c\u00e2ncer em maio deste ano. Ela lembra que durante o banho percebeu algo estranho na mama. \u201cEu era acostumada a tomar banho com bucha vegetal e n\u00e3o percebi\u201d, conta. Como viajou e passou alguns dias fora de casa, n\u00e3o utilizou a bucha e p\u00f4de identificar a altera\u00e7\u00e3o. Na mesma semana, consultou um ginecologista, fez exame, mas o resultado apontou tumor benigno e que n\u00e3o era necess\u00e1rio se preocupar. Por conta, resolveu consultar um mastologista, que tamb\u00e9m a despreocupou mas encaminhou para bi\u00f3psia, no in\u00edcio de junho. Enquanto o resultado n\u00e3o chegava, ela percebeu que o n\u00f3dulo aumentou. O diagn\u00f3stico acusou um carcinoma, e logo a cirurgia foi agendada para 11 de julho. Ent\u00e3o, iniciou a quimioterapia. Logo ap\u00f3s a primeira sess\u00e3o, come\u00e7aram a cair os cabelos, que at\u00e9 ent\u00e3o eram na altura da cintura. Cortou abaixo do ombro, mas como sentia muita enxaqueca, decidiu raspar. \u201cConverso com meninas de outros estados que est\u00e3o em tratamento e muitas falavam que anteciparam o corte por ser muita dor na cabe\u00e7a. Os dentes tamb\u00e9m do\u00edam muito, tudo por causa do cabelo\u201d, diz. Foi ent\u00e3o que avisou a amiga cabeleireira que o momento havia chegado. \u201cDesde que descobri a doen\u00e7a, pedi a Deus muita divers\u00e3o para n\u00e3o me deixar abater e rir de tudo; muita alegria autoestima, pra n\u00e3o me sentir ruim. E, tamb\u00e9m, uma careca bonita, num formato que n\u00e3o fosse feio (risos)\u201d, diz.<br \/>\nNo dia do corte de cabelo, o momento que imaginava ser de tristeza foi de muita alegria. \u201cAchei que morreria chorando, mas as minhas amigas prepararam tudo, e acabei rindo muito. Elas come\u00e7aram a dizer: n\u00e3o \u00e9 que ela tem a careca bonita! Dai tu come\u00e7a a te aceitar. E, nesse momento, pensa que o cabelo n\u00e3o \u00e9 nada. Come\u00e7a a se ver de uma maneira diferente, descobre a beleza onde n\u00e3o sabia que tinha e que o cabelo escondia\u201d, avalia Monalize, que at\u00e9 iniciar o tratamento, admite, dedicava muito tempo a manter os cabelos. \u201cPensava: n\u00e3o vou sair porque t\u00e1 sujo, porque t\u00e1 feio. Meu cabelo \u00e9 crespo, alisei pela praticidade e mesmo assim tem que passar secador e chapinha\u201d.<br \/>\nCom a cabe\u00e7a raspada, ela dispensa os len\u00e7os ou toucas. \u201cN\u00e3o uso len\u00e7o, n\u00e3o me adaptei e para mim n\u00e3o combina. Coloco a careca de fora, para que estar escondendo? Pra que ter vergonha? Vou para o Centro s\u00f3 com uma bandana e com a careca de fora e n\u00e3o vejo as pessoas me olhando diferente, nem cutucando o outro\u201d. Ela diz que uma menina a procurou, atrav\u00e9s de uma rede social, se disponibilizando em doar o cabelo para uma peruca. \u201cComo sou al\u00e9rgica, poderia ser que fizesse e n\u00e3o poderia usar. Me sinto bem assim, tem gente que n\u00e3o se sente, que sente muita falta do cabelo\u201d, pondera.<br \/>\nDiante dessa nova fase, ela e um fot\u00f3grafo da fam\u00edlia decidiram fazer fotos com a careca \u00e0 mostra, em decorr\u00eancia do Outubro Rosa. \u201cRecebo muitas mensagens das gurias, n\u00e3o sei se pelo fato que n\u00e3o tenho vergonha.. Recebi muitos elogios. Fiz as fotos sem cabelo e ficou bonito igual. Foram fotos simples, sem cabelo, com maquiagem. As pessoas deveriam fazer. Tu te sentes mais bonita, melhor, outra pessoa. Aquilo ali te levanta. Olhar e ver, estou assim!\u201d.<br \/>\nMonalize passar\u00e1 por mais duas sess\u00f5es de quimioterapia, ap\u00f3s ser\u00e3o as de r\u00e1dio e a medica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua por 10 anos. Isto porque a gen\u00e9tica \u00e9 um dos fatores que pode ter desencadeado a doen\u00e7a. \u201cDeus n\u00e3o te d\u00e1 um fardo maior do que n\u00e3o pode carregar. Levo isso como ensinamento. Eu trabalhava muito, dava 13 aulas semanais. Acho que foi para eu parar um pouquinho, come\u00e7ar a pensar mais em mim e na fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p><strong>A maquiagem como aliada<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ofatonovo.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/GERAL-C\u00c2NCER-Priscila.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3981 alignleft\" src=\"http:\/\/ofatonovo.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/GERAL-C\u00c2NCER-Priscila-300x200.jpg\" alt=\"GERAL - C\u00c2NCER - Priscila\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a>A empres\u00e1ria Priscila Bizarro, 40 anos, descobriu n\u00f3dulos na mama enquanto fazia o autoexame. Ela conta que tinha como costume apalpar a mama durante o banho e em um dia percebeu que tinha um caro\u00e7o. Na ida ao m\u00e9dico, logo foi encaminhada para os exames. \u201cDe um dia para o outro, percebi a diferen\u00e7a. \u00c9 muito agressivo. Em uma semana, nos mesmos exames apareceram altera\u00e7\u00f5es grandes\u201d. Encaminhada pelo m\u00e9dico, iniciou o tratamento. \u201cN\u00e3o me desesperei porque estava me preparando. Perguntei pra m\u00e9dica se eu morreria, ela disse que n\u00e3o, mas que cairia o cabelo. Pra mulher, o cabelo \u00e9 quase o \u00f3rg\u00e3o principal. \u00c9 um choque. Imaginei que com a cirurgia sairia o tumor e ficaria tudo certo, mas pelo cabelo n\u00e3o esperava\u201d, lembra. Mas com o in\u00edcio do tratamento, logo veio a necessidade de cortar o cabelo, o que fez. Para incentiv\u00e1-la, teve a parceria do marido. \u201cPra ele, o cabelo \u00e9 mais forte do que pra mim. Ele n\u00e3o gosta de cortar, mas depois que fiz, ele tamb\u00e9m cortou. Achava que jamais faria isto e fiquei muito feliz\u201d. Priscila trabalha como maquiadora e vende produtos de beleza, o que lhe possibilita desviar o foco do problema de sa\u00fade. \u201cConverso com muitas pessoas, vendo os produtos de maquiagem isto me ajuda bastante. Tamb\u00e9m n\u00e3o fico em casa sem maquiagem, s\u00f3 n\u00e3o durmo de maquiagem\u201d. O delineador, o l\u00e1pis de sobrancelha e o batom s\u00e3o aliados de Priscila. \u201cN\u00e3o fico me olhando sem a maquiagem e analisando aqui ou ali\u201d, conta.<br \/>\nComo o tumor estava crescendo muito r\u00e1pido, est\u00e1 fazendo as quimioterapias e passar\u00e1 pela cirurgia em janeiro. \u201cA minha f\u00e9, a for\u00e7a do meu marido, filho, amigos e familiares foram muito importantes pra mim\u201d, conclui.<\/p>\n<p><strong>Na reta final da luta<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ofatonovo.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/GERAL-C\u00c2NCER-Maria-Cristina.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3982 alignleft\" src=\"http:\/\/ofatonovo.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/GERAL-C\u00c2NCER-Maria-Cristina-300x200.jpg\" alt=\"GERAL - C\u00c2NCER - Maria Cristina\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a>A auxiliar de administrativa Maria Cristina Vargas da Rosa, 41 anos, encerrou a primeira etapa do tratamento no dia 5 de setembro, que incluiu quimioterapia e radioterapia. Quando esta fase mais complicada encerra, o paciente toca um sino no hospital. \u201c\u00c9 t\u00e3o emocionante, bati o meu t\u00e3o forte, que acho que acordei todo o hospital, estava t\u00e3o feliz que ia terminar\u201d, lembra, completando: \u201cEstou superbem, n\u00e3o tenho mais nada de c\u00e9lulas malignas no meu organismo. Meu tratamento, talvez, foi mais curto por eu saber desde o in\u00edcio. Se tu vai deixando de ir no m\u00e9dico, ter aquele pensamento de que quem procura acha, vai ser mais longo e sofrido, pode passa para os \u00f3rg\u00e3os, o que \u00e9 mais complicado\u201d, alerta. Cristina seguir\u00e1 tomando medica\u00e7\u00e3o por 5 anos e sendo monitorada.<br \/>\nEla descobriu o c\u00e2ncer ao fazer os exames de rotina. \u201c\u00c9 uma doen\u00e7a que tu n\u00e3o sentes, n\u00e3o vai tendo sintomas. Quando h\u00e1 os sintomas, j\u00e1 est\u00e1 avan\u00e7ado\u201d, diz. H\u00e1 dois anos que Cristina n\u00e3o fazia os exames pelo motivo de, entre outros, n\u00e3o estar tendo sintomas. \u201cNo consult\u00f3rio, a m\u00e9dica apalpou a mama, n\u00e3o tinha nada. Nunca tive n\u00f3dulo vis\u00edvel. Ela me elogiou porque tenho uma alimenta\u00e7\u00e3o boa; amamentei por um ano e meio, n\u00e3o tenho casos de c\u00e2ncer de mama na fam\u00edlia. Me cuido porque quero envelhecer bem\u201d, lembra. Mesmo assim, ela fez a mamografia e quando foi pegar o resultado apareceu um n\u00f3dulo suspeito, nivel quatro, e foi encaminhada para bi\u00f3psia. \u201cN\u00e3o me assustei porque achei que pudesse ser por precau\u00e7\u00e3o. Fui encaminhada para um mastologista que me pediu ecografia e depois a bi\u00f3psia. S\u00f3 que era tudo com urg\u00eancia\u201d, comenta. Quando chegou o diagn\u00f3stico, em abril de 2017, o n\u00f3dulo j\u00e1 estava no n\u00edvel 5.<br \/>\n\u201cQuando o m\u00e9dico disse que era um carcinoma, que teria que passar por cirurgia, o mundo foi caindo, at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o tinha o resultado exato. A vida inteira fazia exames e dava certo. Acho que senti mais porque teria que parar tudo na minha vida sem ser a minha vontade, como parar de trabalhar\u201d, conta. Mas com o passar dos dias, ela foi se acertando na nova fase. \u201cN\u00e3o me apeguei muito com a vaidade, me apeguei muito \u00e0 cura. Sabia que iria dar certo. Sempre tento ver o lado bom da situa\u00e7\u00e3o que estou vivendo. O lado bom disso era que descobri no in\u00edcio, que tem cura, que tenho uma filha, um marido e uma fam\u00edlia maravilhosos. Mas procuramos terapia. Aconselho as pessoas a procurar uma terapia, algu\u00e9m preparado para te ouvir. Uma pessoa da fam\u00edlia n\u00e3o \u00e9 preparada para ouvir. O terapeuta \u00e9 preparado para isso\u201d, aconselha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos tipos de tumor de maior incid\u00eancia entre as mulheres no Rio Grande do Sul \u00e9 o c\u00e2ncer de mama. 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