{"id":3340,"date":"2018-09-14T12:43:32","date_gmt":"2018-09-14T12:43:32","guid":{"rendered":"http:\/\/ofatonovo.com.br\/novo\/?p=3340"},"modified":"2018-09-14T12:43:32","modified_gmt":"2018-09-14T12:43:32","slug":"empreendedor-das-aguas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/empreendedor-das-aguas\/","title":{"rendered":"Empreendedor das \u00e1guas"},"content":{"rendered":"<p>O empres\u00e1rio Adroaldo da Silva Couto, 70 anos, iniciou as atividades profissionais em 1974, quando come\u00e7ou a transportar para a realidade seu sonho de crian\u00e7a: atuar na \u00e1rea da navega\u00e7\u00e3o. \u201cDesde pequeno sempre fui envolvido. Meu pai teve barco e desde os meus 7 anos de idade eu fazia barquinhas similares \u00e0 do Daer. Eram de folha e puxava com os cascalhos em cima fazendo que eram os caminh\u00f5es e \u00f4nibus\u201d, conta.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio seguiu os passos do pai, Em\u00edlio Couto, que teve com\u00e9rcio na margem do Rio Taquari, junto ao embarque da balsa do Daer, no ponto chamado de Revessa, hoje, localidade de Beira do Rio. Naquele \u00e9poca, a travessia dos autom\u00f3veis para Ven\u00e2ncio Aires era nesse ponto. \u201cO pai tinha o boteco junto onde faz a fila dos carros. Ali peguei gosto por isso. Atravessavam o Expresso Azul, Ga\u00facho e o Ouro e Prata, todos passavam na barca da Revessa, n\u00e3o existia ponte\u201d, explica.<br \/>\nCom a inaugura\u00e7\u00e3o da ponte sobre o rio Taquari, na localidade de Mariante, em 1959, terminou o movimento na balsa. O pai de Adroaldo comprou um barco, feito de madeira, e passou a puxar areia de S\u00e3o Jer\u00f4nimo para a Beira do Rio, no local onde tinha o porto, aproveitando o espa\u00e7o deixado pela balsa do Daer. Mais tarde, trocou por um barco maior e de ferro e passou a puxar cascalho de Taquari para Porto Alegre.<br \/>\nUm ano depois, nos anos 70, Em\u00edlio Couto passou a fazer, no ponto onde \u00e9 a balsa atualmente, no bairro Praia, a travessia de pessoas que estavam a p\u00e9, em uma canoa de timba\u00fava (tipo de madeira) e remo, com capacidade para quatro pessoas. Naquela \u00e9poca, era feita a travessia no rio Taquari pela prefeitura para autom\u00f3veis. Nesta fase, por volta de 1974, Adroaldo Couto, que tinha trabalhado como mestre de embarca\u00e7\u00f5es, assumiu a fun\u00e7\u00e3o do pai no transporte de passageiros. Logo passou a oferecer uma lancha a motor para 20 pessoas. Em 1979, obteve a concess\u00e3o e investiu na amplia\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. \u201cComecei com ve\u00edculos leves carregados na proa. Um carro s\u00f3 embarcado com t\u00e1buas\u201d. O trabalho da prefeitura que, segundo ele, era clandestino, demorava muito, da\u00ed acabavam passando a fazer com sua balsa. Depois obteve uma de maior capacidade, que passava cinco carros. Essa foi at\u00e9 1987, quando passou a operar com outra para ve\u00edculos mais pesados, financiado pelas empresas Satipel e Seta. \u201cEles queriam balsa para ve\u00edculos mais pesados, e a prefeitura n\u00e3o tinha, e eu era o dono da concess\u00e3o. Levei 10 anos para pagar\u201d, recorda. Essa foi a Barca S\u00edlvia, nome da esposa de Adroaldo. A embarca\u00e7\u00e3o tem capacidade para quatro caminh\u00f5es truck, o equivalente \u00e0 m\u00e9dia de 64 toneladas.<\/p>\n<p><strong>Embarca\u00e7\u00f5es levam nomes da fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Depois da balsa S\u00edlvia, a empresa teve a Karine Couto e o rebocador M\u00e1rcio, uma refer\u00eancia aos filhos do empres\u00e1rio. Essas embarca\u00e7\u00f5es foram utilizadas pela empresa por dois anos. Ap\u00f3s, em 1996, foram vendidas e est\u00e3o trabalhando no Rio Uruguai.<br \/>\nAtualmente, possui a Deusa do Jacu\u00ed (de 1991), que est\u00e1 fazendo a travessia em Cachoeira do Sul, e a Taquariense feita em 2010, com 900 m\u00b2 de \u00e1rea de estacionamento e capacidade para at\u00e9 700 toneladas de carga, sendo a maior de travessia do Rio Grande do Sul. A embarca\u00e7\u00e3o est\u00e1 operando na travessia Taquari\/General C\u00e2mara. H\u00e1, tamb\u00e9m, quatro rebocadores e h\u00e1 duas dragas, a Em\u00edlio Couto e a Cristo Redentor. O empres\u00e1rio aguarda a libera\u00e7\u00e3o para fazer a minera\u00e7\u00e3o de areia na Lagoa dos Patos e encaminhar\u00e1 para os terminais de Taquari, localizados na \u00e1rea onde era o dep\u00f3sito da empresa Jomasa, e outro no Rio Gravata\u00ed, em frente \u00e0 Arena do Gr\u00eamio.<\/p>\n<p><strong>Balsas atuam em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>As embarca\u00e7\u00f5es do empres\u00e1rio j\u00e1 atuaram em v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia pelo Estado e at\u00e9 com o Argentina. Em 1990, fez a travessia Rio Pardo\/P\u00e2ntano Grande, quando houve a queda da ponte; entre 1992 e 1993, a empresa operou no Rio Ibicu\u00ed, entre Alegrete e Massambar\u00e1; em 1994, foi em Cruzeiro do Sul\/Estrela, quando houve a interdi\u00e7\u00e3o da ponte para a obra de duplica\u00e7\u00e3o da BR 386 e, em 2010, esteve tamb\u00e9m em Agudo\/Restinga Seca quando houve queda na ponte. Entre 1994 e 1996, atuou no Rio Uruguai, entre Itaqui\/ Alvear, na Argentina.<\/p>\n<p><strong>Estaleiro mant\u00e9m 40 empregos<\/strong><\/p>\n<p>A atividade de travessia do rio pertence \u00e0 empresa Adroaldo ME. Paralela a essa atividade, ele mant\u00e9m um estaleiro desde 2001, que \u00e9 da Naval Couto LTDA..<br \/>\nNa margem do rio Taquari, s\u00e3o realizados os servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es. Nesta semana, estavam nos trilhos um navio da empresa Guarita, de Porto Alegre. \u201cFazemos manuten\u00e7\u00e3o nos barcos da empresa e para terceiros. J\u00e1 trabalhamos para S\u00e3o Paulo e balsa para o Uruguai\u201d, conta.<br \/>\nO estaleiro e a \u00e1rea onde est\u00e1 localizado foram adquiridos pelo empres\u00e1rio em 2003, mas existe desde 1970. \u201cAdquiri dos herdeiros de Lu\u00eds Carlos dos Santos\u201d, conta.<br \/>\nNo local, atualmente, trabalham 40 pessoas nas fun\u00e7\u00f5es de soldador, caldeireiro e ajudante.<br \/>\n\u201cGosto de constru\u00e7\u00e3o naval e para criar os empregos. Uma embarca\u00e7\u00e3o dessas, que poderia ser feita num estaleiro l\u00e1 em Porto Alegre, t\u00e1 aqui em Taquari. Sempre dou valor a isso, \u00e0 m\u00e3o de obra daqui e n\u00e3o buscar de fora\u201d.<br \/>\nEle destaca, ainda, que no ramo da constru\u00e7\u00e3o naval h\u00e1 muita m\u00e3o de obra em Taquari. \u201cComo a Intecnial fechou, t\u00eam muitas pessoas trabalhando em outras cidades, at\u00e9 em Santa Catarina. Fico faceiro que vai voltar a funcionar o estaleiro da Alian\u00e7a e vai desafogar esta press\u00e3o que existe do pessoal e n\u00e3o consigo contratar. Se precisasse de 200 funcion\u00e1rios, hoje, desse ramo eu teria em Taquari\u201d, salienta. A empresa de travessia possui 16 empregados. Ao todo, s\u00e3o 56.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O empres\u00e1rio Adroaldo da Silva Couto, 70 anos, iniciou as atividades profissionais em 1974, quando come\u00e7ou a transportar para a realidade seu sonho de crian\u00e7a: atuar na \u00e1rea da navega\u00e7\u00e3o. \u201cDesde pequeno sempre fui envolvido. Meu pai teve barco e desde os meus 7 anos de idade eu fazia barquinhas similares \u00e0 do Daer. 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