{"id":24630,"date":"2026-08-31T08:13:39","date_gmt":"2026-08-31T11:13:39","guid":{"rendered":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/?p=24630"},"modified":"2026-08-31T08:13:39","modified_gmt":"2026-08-31T11:13:39","slug":"34-dos-taquarienses-nao-conseguiram-pagar-todas-as-suas-contas-em-julho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/34-dos-taquarienses-nao-conseguiram-pagar-todas-as-suas-contas-em-julho\/","title":{"rendered":"34% dos taquarienses n\u00e3o conseguiram pagar todas as suas contas em julho"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pedido do Jornal O Fato, o Serasa realizou o levantamento do endividamento de Taquari em julho de 2026. De acordo com esses dados, 8.884 taquarienses n\u00e3o pagaram todas as suas contas no m\u00eas passado, levando em considera\u00e7\u00e3o d\u00edvidas com cart\u00e3o de cr\u00e9dito, bancos, aluguel, luz, \u00e1gua, no com\u00e9rcio, entre outras. O total da d\u00edvida dos taquarienses devedores em julho foi R$ 65.256.282,00.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A popula\u00e7\u00e3o estimada do IBGE para a popula\u00e7\u00e3o total do munic\u00edpio \u00e9 de 25.968 habitantes, significando que 34,2% da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 com d\u00edvidas. Esse percentual pode ser ainda mais preocupante considerando que em estimativa do IBGE h\u00e1 4.614 taquarienses abaixo dos 14 anos, o que seria uma popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o economicamente ativa. Assim, o percentual de endividados subiria para 41%.<br>E esses n\u00fameros est\u00e3o em crescimento, considerando julho do ano passado, quando havia 7.337 endividados em Taquari, com uma d\u00edvida total de R$ 41.398.298,00. A d\u00edvida total subiu 57% em um ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Regi\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Taba\u00ed, em julho de 2026, o Serasa registrou 887 inadimplentes, com uma d\u00edvida total de R$ 6.652.440,00. Com uma popula\u00e7\u00e3o estimada de 4.569 habitantes, representaria 19,4% de endividados.<br>No munic\u00edpio de Paverama, foram registrados em julho deste ano 1.401 devedores, com um montante de d\u00edvida de R$ 8.997.423,00. Com popula\u00e7\u00e3o estimada de 8.146 pessoas, representa 17,2%.<br>Em Fazenda Vilanova, o n\u00famero de endividados em julho chegou a 943, com d\u00edvida total de R$ 7.769.441,00. O estimado de popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de 4.405 pessoas, o que representa 21,4% de endividados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Raz\u00f5es das d\u00edvidas e como sair delas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Jornal O Fato realizou entrevista com Fernando Gambaro, especialista do Serasa em Educa\u00e7\u00e3o Financeira, buscando analisar o cen\u00e1rio do endividamento. Leia a seguir a entrevista na \u00edntegra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O Fato &#8211; Quais s\u00e3o hoje as principais raz\u00f5es que levam uma pessoa ou fam\u00edlia a deixar de pagar suas contas: falta de renda, despesas inesperadas, excesso de consumo ou dificuldade de planejamento financeiro? At\u00e9 que ponto o aumento do custo de vida e o comprometimento da renda com despesas b\u00e1sicas contribuem para o crescimento da inadimpl\u00eancia?<br>Fernando Gambaro &#8211; Segundo uma pesquisa da Serasa de dezembro de 2025, o desemprego continua sendo o principal fator de endividamento entre os brasileiros, citado por 19% dos entrevistados, seguido por gastos inesperados (18%) e pelo h\u00e1bito de \u201cemprestar o nome\u201d para terceiros (14%). Um dado importante, por\u00e9m, \u00e9 que o desemprego como motivo do endividamento caiu 5 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior (2024), o que revela um cen\u00e1rio mais diversificado, com m\u00faltiplas causas contribuindo para o endividamento, e n\u00e3o apenas uma raz\u00e3o isolada.<br><\/strong>Quando olhamos para o Mapa da Inadimpl\u00eancia e Negocia\u00e7\u00e3o de D\u00edvidas da Serasa, de julho de 2026, fica claro que as principais d\u00edvidas dos brasileiros est\u00e3o concentradas em bancos e institui\u00e7\u00f5es financeiras (47,1%) e contas de consumo (21,1%). No Rio Grande do Sul, o cen\u00e1rio \u00e9 semelhante ao nacional: as principais d\u00edvidas tamb\u00e9m est\u00e3o concentradas em bancos e financeiras (45,7%) e contas b\u00e1sicas (18,7%). Isso refor\u00e7a que a inadimpl\u00eancia n\u00e3o nasce, na maioria das vezes, de gastos sup\u00e9rfluos, mas do comprometimento da renda com obriga\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas.<br>Esse cen\u00e1rio \u00e9 confirmado pela nossa Pesquisa de Custo de Vida, de fevereiro de 2026: o brasileiro gasta, em m\u00e9dia, R$ 3.520,00 por m\u00eas, sendo que 60% desse valor \u00e9 destinado a despesas essenciais, como moradia, contas recorrentes e mercado. No Rio Grande do Sul, o custo de vida chega a R$ 3.360,00, valor apenas um pouco inferior \u00e0 m\u00e9dia nacional. Ou seja, os dados mostram que o brasileiro n\u00e3o est\u00e1 simplesmente \u201cgastando \u00e0 toa\u201d. O desafio est\u00e1 em equilibrar uma renda que, muitas vezes, j\u00e1 nasce comprometida com despesas b\u00e1sicas, deixando pouca margem para imprevistos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OF &#8211; Por que d\u00edvidas aparentemente pequenas, especialmente no cart\u00e3o de cr\u00e9dito e no cr\u00e9dito parcelado, podem se transformar rapidamente em uma \u201cbola de neve\u201d?<br>FG<\/strong> &#8211; Um levantamento da Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, mostra que o problema, na maioria das vezes, come\u00e7a no momento da contrata\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito, por falta de planejamento financeiro. Entre os entrevistados, 37% afirmam ter encontrado taxas de juros mais altas do que esperavam, enquanto 29% relatam que o valor da parcela impactou o or\u00e7amento mensal mais do que haviam previsto.<br>Esse \u00e9 exatamente o mecanismo por tr\u00e1s do \u201cefeito bola de neve\u201d: uma parcela que parecia caber no or\u00e7amento se soma a juros mais altos do que o previsto e, rapidamente, o consumidor perde o controle sobre quanto da sua renda est\u00e1 realmente comprometida. Por isso, refor\u00e7amos sempre a import\u00e2ncia de simular o valor total da d\u00edvida, com os juros inclu\u00eddos, antes de fechar qualquer contrato, em vez de considerar apenas se a parcela \u201ccabe\u201d no bolso naquele m\u00eas.<br>Al\u00e9m disso, \u00e9 fundamental entender que o cr\u00e9dito n\u00e3o \u00e9 uma extens\u00e3o da renda, mas uma forma de pagamento que pode ajudar no dia a dia, desde que utilizada de maneira planejada e dentro do or\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OF &#8211; Existe um componente emocional ou comportamental na inadimpl\u00eancia, como vergonha, medo de negociar ou dificuldade de reconhecer que a situa\u00e7\u00e3o financeira saiu do controle?<br>FG <\/strong>&#8211; Sim, e os dados mostram que esse impacto \u00e9 profundo. Uma pesquisa da Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, revela que 96% dos consumidores afirmam que a inadimpl\u00eancia impede a realiza\u00e7\u00e3o de sonhos e metas pessoais. Al\u00e9m disso, 9 em cada 10 consumidores relatam que as d\u00edvidas afetam diretamente sua autoestima e confian\u00e7a.<br>Entre os sentimentos mais associados ao endividamento est\u00e3o a vergonha (22%), a frustra\u00e7\u00e3o (18%) e a tristeza (14%) &#8211; emo\u00e7\u00f5es que, muitas vezes, fazem com que a pessoa evite buscar ajuda ou negociar justamente por n\u00e3o querer encarar a situa\u00e7\u00e3o.<br>Esse impacto emocional tamb\u00e9m se traduz em decis\u00f5es de vida adiadas: 31% dos consumidores deixaram de melhorar seu padr\u00e3o de vida, incluindo aspectos como moradia e lazer; 27% n\u00e3o conseguiram comprar ou trocar de ve\u00edculo; e 23% precisaram adiar planos de comprar, alugar ou trocar de casa.<br>A inadimpl\u00eancia n\u00e3o impacta apenas o or\u00e7amento, mas tamb\u00e9m o bem-estar emocional e a capacidade de planejar o futuro. Quando a renda fica comprometida com d\u00edvidas, os sonhos s\u00e3o colocados em pausa e decis\u00f5es importantes acabam sendo adiadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OF &#8211; Ao perceber que n\u00e3o conseguir\u00e1 pagar uma conta, qual deve ser a primeira atitude do consumidor para evitar que a d\u00edvida cres\u00e7a e conseguir recuperar o equil\u00edbrio financeiro?<br>FG <\/strong>&#8211; Nesse momento, o ideal \u00e9 come\u00e7ar mapeando todas as d\u00edvidas existentes, incluindo valores, credores e vencimentos, para evitar decis\u00f5es no escuro e conseguir priorizar o que precisa ser pago primeiro.<br>Geralmente, \u00e9 mais estrat\u00e9gico come\u00e7ar pelas d\u00edvidas com juros mais altos, como cart\u00e3o de cr\u00e9dito e cheque especial, sem deixar de lado o pagamento de contas essenciais, como moradia, \u00e1gua, energia el\u00e9trica e g\u00e1s, que garantem o b\u00e1sico para a fam\u00edlia.<br>A partir da\u00ed, vale reorganizar o or\u00e7amento mensal, identificando onde \u00e9 poss\u00edvel cortar ou renegociar gastos recorrentes para abrir espa\u00e7o para o pagamento das d\u00edvidas. Tamb\u00e9m \u00e9 importante buscar a negocia\u00e7\u00e3o o quanto antes, j\u00e1 que muitas empresas oferecem descontos e condi\u00e7\u00f5es melhores para a regulariza\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos.<br>Outro ponto fundamental \u00e9 evitar contrair novas d\u00edvidas para pagar as antigas, pr\u00e1tica que costuma agravar o problema em vez de resolv\u00ea-lo. Investir continuamente em educa\u00e7\u00e3o financeira, entendendo juros, taxas e o impacto real de um parcelamento no or\u00e7amento, tamb\u00e9m \u00e9 uma das melhores formas de prevenir o endividamento no futuro.<br>A Serasa disponibiliza gratuitamente conte\u00fados educativos em seus canais oficiais, como o Blog da Serasa e o canal Serasa Ensina no YouTube.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pedido do Jornal O Fato, o Serasa realizou o levantamento do endividamento de Taquari em julho de 2026. 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