{"id":24185,"date":"2026-02-02T08:05:15","date_gmt":"2026-02-02T11:05:15","guid":{"rendered":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/?p=24185"},"modified":"2026-02-02T08:06:23","modified_gmt":"2026-02-02T11:06:23","slug":"moradores-do-bela-vista-fazem-denuncia-contra-a-corsan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/moradores-do-bela-vista-fazem-denuncia-contra-a-corsan\/","title":{"rendered":"O fim da era dos orelh\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Terminou a era dos orelh\u00f5es, telefones p\u00fablicos instalados no Brasil na d\u00e9cada de 1970. A Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel) informou que come\u00e7ou, neste m\u00eas de janeiro, a retirada definitiva dos telefones p\u00fablicos em todas as cidades brasileiras. Apenas cidades sem outra op\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o manter\u00e3o o servi\u00e7o at\u00e9 2028. A a\u00e7\u00e3o se d\u00e1 devido ao t\u00e9rmino de contrato com as companhias que prestavam os servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme a Anatel, 38 mil aparelhos ainda permanecem no territ\u00f3rio nacional. A ag\u00eancia n\u00e3o tem informa\u00e7\u00f5es de quantos aparelhos ainda existem em Taquari, mas a reportagem conseguiu localizar pelo menos dois, na esquina da rua Osvaldo Michel, no bairro L\u00e9o Alvim Faller e na rua Rio Branco, em frente \u00e0 creche Paulo Freire.<br>O jornal O Fato entrevistou pessoas que possu\u00edam alguma hist\u00f3ria envolvendo orelh\u00f5es, que tinham o uso muito comum antes da populariza\u00e7\u00e3o dos celulares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pela sa\u00fade do pai<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carlos Daniel da Silva, 40 anos, conta que l\u00e1 por 1999 e 2000 estavam sendo instalada uma leva de orelh\u00f5es no munic\u00edpio. Ele, com ent\u00e3o 13, 14 anos, estava preocupado com o pai, Olmerindo Lu\u00eds da Silva, Seu Merico, que fazia frete com carro\u00e7a de cavalo e tinha problemas de sa\u00fade. \u201cO orelh\u00e3o mais pr\u00f3ximo ficava muito longe e era dif\u00edcil, se meu pai ficasse ruim, eu ligar para minha irm\u00e3 pra levar ele para o hospital\u201d, lembra.<br>Foi assim que ele teve a ideia de pedir para os funcion\u00e1rios da empresa de telefonia se podiam instalar um orelh\u00e3o bem em frente a sua casa, na rua Pontes Filho, no Prado. \u201cContei nossa situa\u00e7\u00e3o na \u00e9poca\u201d, recorda. E foi atendido. \u201cO que facilitou muito minha vida naquela \u00e9poca\u201d, diz Carlos Daniel. \u201cLembro que nem acreditei. Nossa irm\u00e3 ligava para o orelh\u00e3o para saber not\u00edcias. Serviu muito, n\u00f3s corr\u00edamos para atender\u201d, conta.<br>Carlos Daniel acrescenta que, naquela \u00e9poca, a carro\u00e7a de cavalo era o \u00fanico meio de transporte da fam\u00edlia e por isso era necess\u00e1rio ligar para a irm\u00e3 para levar o pai ao hospital.<br>Seu Merico acabou falecendo em agosto de 2002. O orelh\u00e3o ficou em frente \u00e0 casa de Carlos Daniel at\u00e9 a semana passada, quando pediu pela retirada para realiza\u00e7\u00e3o de uma obra. \u201cE me lembro do n\u00famero dele at\u00e9 hoje, 6536058\u201d, recordou com nostalgia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pedia m\u00fasica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A costureira Silvane Marques Rodrigues Borges, 52 anos, l\u00e1 por 1985, ia at\u00e9 o orelh\u00e3o e ligava para a r\u00e1dio para pedir m\u00fasica. \u201cE pedia para dar um tempo at\u00e9 chegar em casa para escutar. \u00c0s vezes, chegava em casa e estava na metade da m\u00fasica\u201d, lembra a f\u00e3 de Leandro e Leonardo e Chit\u00e3ozinho e Xoror\u00f3.<br>Ela morava na rua F\u00e1bio Hausen Pereira, na Col\u00f4nia 20, e o orelh\u00e3o ficava no Bar do Seu Hugo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Saudade da fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O orelh\u00e3o da hist\u00f3ria do pintor Francisco Gabriel de Carvalho, 54 anos, ficava em Rio Claro, S\u00e3o Paulo.<br>Ele saiu de Taquari em 1990 para servir o ex\u00e9rcito na cidade paulista. \u201cEu fui morar com minha tia, pois meu sonho era conhecer S\u00e3o Paulo e servir o ex\u00e9rcito\u201d, revelou.<br>Conforme Francisco Gabriel, durante tr\u00eas anos, o contato com a fam\u00edlia em Taquari, os pais Cilon Valdir de Carvalho e Luci Capel\u00e3o da Costa, se deu atrav\u00e9s de um orelh\u00e3o. \u201cQue tinha em um mercadinho l\u00e1 em Rio Claro, que eu comprava as fichas DDD para ligar para casa\u201d, contou.<br>\u201cEu ligava de um orelh\u00e3o para casa do seu Renato Baptista (ex-prefeito) que mandava a empregada chamar meus pais para eu poder falar com a fam\u00edlia\u201d, recorda Francisco Gabriel. \u201cNossa, muito boa a lembran\u00e7a destes dias ainda\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Saiba mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O orelh\u00e3o, ic\u00f4nico telefone p\u00fablico brasileiro, foi criado em 1971 pela arquiteta e designer sino-brasileira Chu Ming Silveira. Lan\u00e7ado em janeiro de 1972 pela Companhia Telef\u00f4nica Brasileira (CTB), o projeto em formato de ovo (inspirado na resist\u00eancia e ac\u00fastica) foi desenvolvido para proteger usu\u00e1rios de chuva e sol, al\u00e9m de isolar ru\u00eddos urbanos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terminou a era dos orelh\u00f5es, telefones p\u00fablicos instalados no Brasil na d\u00e9cada de 1970. A Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel) informou que come\u00e7ou, neste m\u00eas de janeiro, a retirada definitiva dos telefones p\u00fablicos em todas as cidades brasileiras. Apenas cidades sem outra op\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o manter\u00e3o o servi\u00e7o at\u00e9 2028. 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