{"id":23958,"date":"2025-10-27T08:03:36","date_gmt":"2025-10-27T11:03:36","guid":{"rendered":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/?p=23958"},"modified":"2025-10-27T08:03:36","modified_gmt":"2025-10-27T11:03:36","slug":"homem-e-condenado-a-tres-anos-em-regime-aberto-por-tentativa-de-homicidio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/homem-e-condenado-a-tres-anos-em-regime-aberto-por-tentativa-de-homicidio\/","title":{"rendered":"Homem \u00e9 condenado a tr\u00eas anos em regime aberto por tentativa de homic\u00eddio"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma tentativa de homic\u00eddio, ocorrida no dia 12 de novembro de 2023, no bairro Boa Vista, em Taquari, foi julgado na segunda-feira, dia 20, em sess\u00e3o de j\u00fari popular, no F\u00f3rum de Taquari. Um homem, de 35 anos, foi condenado a tr\u00eas anos em regime aberto pela tentativa de homic\u00eddio de um jovem, hoje com 19 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O j\u00fari, que durou em torno de oito horas, teve a acusa\u00e7\u00e3o feita pela promotora Lunara Shigueko Andrade Yamasaki, representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio Grande do Sul (MP-RS). Segundo a acusa\u00e7\u00e3o, o r\u00e9u, no dia dos fatos, teria ido at\u00e9 \u00e0 casa da v\u00edtima, no bairro Boa Vista, de posse de um rev\u00f3lver calibre 38, com uma bala apenas no tambor, e uma garrafinha de \u00e1gua, com whisky em seu interior. Sob o uso de drogas e \u00e1lcool, o homem teria iniciado uma brincadeira de \u201croleta russa\u201d com outros cinco jovens, todos entre 15 e 22 anos, que estavam numa pe\u00e7a dos fundos da resid\u00eancia. O r\u00e9u, segundo a acusa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de mirar nos jovens, tamb\u00e9m mirava para a sua cabe\u00e7a e puxava o gatilho. Conforme a acusa\u00e7\u00e3o, todos teriam pedido para ele parar, um deles, inclusive, teria tirado a arma do r\u00e9u, que conseguiu reav\u00ea-la. Neste momento, o acusado teria mirado na v\u00edtima e atirado. O tiro teria acertado o ombro e o rosto do jovem que, na \u00e9poca, tinha 17 anos.<br>Ap\u00f3s o tiro, segundo o MP, o r\u00e9u teria fugido e n\u00e3o prestado socorro. Quem socorreu a v\u00edtima foi sua namorada, com o ax\u00edlio de sua m\u00e3e, que o levaram at\u00e9 ao hospital onde, em seguida, devido \u00e0 gravidade dos ferimentos, foi transferido para outro hospital.<br>Por todo o ocorrido, a promotora Lunara Shigueko Andrade Yamasaki pediu aos jurados a condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u por tentativa de homic\u00eddio com dolo eventual, ou seja, segundo o MP ele teria assumindo o risco de matar quando manuseou e puxou o gatilho do rev\u00f3lver, mesmo sem ter a inten\u00e7\u00e3o de matar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Defesa disse que foi acidente e pediu a absolvi\u00e7\u00e3o do r\u00e9u<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A defesa do r\u00e9u foi feita pela advogada Juliana de Paula. Ela afirmou que a pe\u00e7a onde estavam os jovens era usada \u00fanica e exclusivamente para o consumo de drogas. Que o seu cliente era dependente qu\u00edmico, fazia o uso de crack, e que, por isso, n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de discernir o certo do errado, j\u00e1 que o uso demasiado das drogas teria tirado essa condi\u00e7\u00e3o. Por isso, ela afirmou que o que ocorreu naquela situa\u00e7\u00e3o foi um acidente, e que o r\u00e9u nunca teve a inten\u00e7\u00e3o de matar o jovem, que era seu amigo. Ainda segundo a advogada, as les\u00f5es causadas na v\u00edtima, conforme laudo pericial, n\u00e3o foram letais. E que o r\u00e9u fez o que fez porque estava transtornado pelo uso de drogas, pela perda de um amigo, assassinado um dia antes, e por n\u00e3o poder ficar com a filha, que tinha um ano na \u00e9poca. Por tudo isso, a advogada pediu a absolvi\u00e7\u00e3o do r\u00e9u que, segundo ela, por causa do uso de drogas, teria que ser isento de punibilidade.<br>Conforme a advogada, a pr\u00f3pria v\u00edtima, em depoimento em ju\u00edzo, teria afirmado que n\u00e3o acreditava que o r\u00e9u tivesse a inten\u00e7\u00e3o de mat\u00e1-lo e que achava que tinha sido um acidente, sem inten\u00e7\u00e3o. Por tudo isso, a advogada afirmou que n\u00e3o houve nem dolo direto e nem dolo eventual.<br>Al\u00e9m disso, segundo a advogada, n\u00e3o foram feitas per\u00edcias na cena do crime e nem nas pessoas que estavam naquela pe\u00e7a. Juliana disse que n\u00e3o havia prova concreta alguma de que o tiro tivesse sido disparado pelo r\u00e9u. Segundo ela, todos no quarto teriam brincado de roleta russa e que a arma poderia ter disparado na m\u00e3o de qualquer um. E pela aus\u00eancia de per\u00edcia, n\u00e3o se poderia provar quem, realmente, teria atirado contra a v\u00edtima.<br>Depois de cerca de oito horas de julgamento, a sess\u00e3o do j\u00fari chegou ao fim, por volta das 17h. O corpo de jurados, formado por quatro mulheres e tr\u00eas homens, acatou a tese da acusa\u00e7\u00e3o e condenou o r\u00e9u por tentativa de homic\u00eddio com dolo eventual.<br>A senten\u00e7a foi proferida pelo Juiz de Direito Bruno Polido Bellonci, titular da 1\u00aa Vara Judicial da Comarca de Taquari, que fixou a pena definitiva do homem em tr\u00eas anos, em regime aberto. Conforme a senten\u00e7a, o regime inicial a ser cumprido \u00e9 aberto, j\u00e1 considerando o per\u00edodo de 622 dias de pris\u00e3o preventiva cumprido pelo r\u00e9u, que estava preso desde fevereiro de 2024. A decis\u00e3o cabe recurso.<br>Conforme a promotora, o C\u00f3digo Penal prev\u00ea que, no regime aberto, a execu\u00e7\u00e3o da pena ocorrer\u00e1 em casa do albergado ou em estabelecimento adequado. No entanto, diante da aus\u00eancia de casas do albergado, em regra, o regime aberto \u00e9 cumprido na pr\u00f3pria resid\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma tentativa de homic\u00eddio, ocorrida no dia 12 de novembro de 2023, no bairro Boa Vista, em Taquari, foi julgado na segunda-feira, dia 20, em sess\u00e3o de j\u00fari popular, no F\u00f3rum de Taquari. 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