{"id":23123,"date":"2025-05-12T11:05:14","date_gmt":"2025-05-12T11:05:14","guid":{"rendered":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/novo\/?p=23123"},"modified":"2025-05-12T11:05:14","modified_gmt":"2025-05-12T11:05:14","slug":"cavalos-soltos-em-ruas-de-taquari-viram-perigo-constante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/cavalos-soltos-em-ruas-de-taquari-viram-perigo-constante\/","title":{"rendered":"\u201cEla nunca p\u00f4de gestar, mas n\u00e3o mediu esfor\u00e7os para trazer minha filha at\u00e9 minha barriga\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 1 ano e oito meses, nascia Clara Riede Bonatto, filha mais nova da taquariense Nesele Riede e do esposo Milrem Bonatto. A gravidez, que come\u00e7ou a ser planejada em 2022, acabou n\u00e3o acontecendo de forma convencional, mas gra\u00e7as \u00e0 uma mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o, a gesta\u00e7\u00e3o p\u00f4de contar com a ajuda da irm\u00e3, a tamb\u00e9m taquariense Marcele Riede.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Moradora de Rio do Campo atualmente, Nesele, m\u00e3e de Laisa, 21 anos, e Isabella, 9, estava com 34 anos quando decidiu tentar engravidar. Depois de seis meses de tentativas, em decis\u00e3o conjunta com a equipe m\u00e9dica, iniciou o processo de fertiliza\u00e7\u00e3o. \u201cJ\u00e1 na primeira estimula\u00e7\u00e3o, ficou evidente que eu produziria um n\u00famero muito baixo de \u00f3vulos, o que diminuiria bastante as chances de sucesso. Durante esse per\u00edodo, saiu a nova legisla\u00e7\u00e3o que permitia a doa\u00e7\u00e3o de \u00f3vulos entre familiares, abrindo uma nova perspectiva para n\u00f3s\u201d, contou.<br>Logo ap\u00f3s a primeira fertiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o dar certo, as duas irm\u00e3s Nesele, Marcele e Mariana, se ofereceram para doa\u00e7\u00e3o de \u00f3vulos. Depois de muita conversa na fam\u00edlia, foi definido que Marcele seria a doadora dos \u00f3vulos, que foram fecundados com o s\u00eamen de Milrem e, posteriormente, os embri\u00f5es transferidos para o \u00fatero de Nesele. \u201cA Marcele j\u00e1 havia passado por muitas dificuldades antes, engravidado quatro vezes, mas infelizmente n\u00e3o conseguiu levar nenhuma gesta\u00e7\u00e3o at\u00e9 o fim. Ela nunca p\u00f4de gestar, mas n\u00e3o mediu esfor\u00e7os para trazer minha filha at\u00e9 minha barriga. Fez mais de 100 aplica\u00e7\u00f5es de inje\u00e7\u00f5es, tomou horm\u00f4nios que fizeram ela engordar oito quilos, viajou mais de 1000 km entre Santa Cruz e Porto Alegre para acompanhar todo o tratamento e nunca reclamou de nada. Isso \u00e9 algo que eu jamais esquecerei\u201d, relatou Nesele.<br>A advogada relata que, se n\u00e3o houvesse a op\u00e7\u00e3o de doa\u00e7\u00e3o por familiares de at\u00e9 4\u00ba grau, certamente faria a fertiliza\u00e7\u00e3o com doa\u00e7\u00e3o an\u00f4nima. \u201cNunca me importei com quest\u00f5es de sangue, gen\u00e9tica ou afins. Para mim, o que importa \u00e9 o amor que voc\u00ea dedica a um filho. A Marcele n\u00e3o \u00e9 a m\u00e3e da Clara, \u00e9 a tia dela, mas como tem o DNA dela envolvido, \u00e9 natural que minha filha herde algumas caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas. Ela \u00e9 a tia-dinda, mas \u00e9 tamb\u00e9m uma parte fundamental da minha jornada materna. O amor e a conex\u00e3o entre n\u00f3s s\u00f3 cresceram\u201d, disse Nesele.<br>Para a irm\u00e3, aceitar ser a doadora dos \u00f3vulos para Nesele foi uma escolha f\u00e1cil. \u201cN\u00e3o precisei pensar duas vezes, fiquei muito feliz de poder participar desse momento t\u00e3o importante na vida dela\u201d, contou. Marcele disse ter sido gratificante poder proporcionar a gesta\u00e7\u00e3o \u00e0 irm\u00e3, j\u00e1 que o seu sonho tamb\u00e9m era ser m\u00e3e, e conseguiu realiz\u00e1-lo atrav\u00e9s da ado\u00e7\u00e3o. \u201cAs pessoas perguntam muito sobre qual sentimento tenho pela minha sobrinha, se considero como uma filha, mas o amor \u00e9 de tia mesmo, ela \u00e9 minha sobrinha, a m\u00e3e dela \u00e9 a Nesele, apenas contribui para que ela viesse ao mundo\u201d, explicou Marcele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Na mesma fam\u00edlia, outra hist\u00f3ria de amor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2022, O Fato contou outra hist\u00f3ria da fam\u00edlia Riede. Na \u00e9poca, Nesele formalizava a ado\u00e7\u00e3o da filha Isabella. Relembre com um trecho da mat\u00e9ria:<br>\u201cNaturais de Porto Belo, em Santa Catarina, os irm\u00e3os biol\u00f3gicos, Kau\u00e3, 12 anos, Pedro, 9 anos, e Isabella, 6 anos, passaram pelo processo de ado\u00e7\u00e3o e hoje t\u00eam nomes diferentes na filia\u00e7\u00e3o em seus documentos. Embora atualmente filhos de pais e m\u00e3es distintos, eles t\u00eam um sobrenome em comum e podem conviver novamente em fam\u00edlia. Isso porque foram adotados pelo morador de Marcelino Ramos, Jorge Lu\u00eds Riede, e suas filhas, as taquarienses Marcele Bastos Riede e Nesele Bastos Riede\u201d, conta a mat\u00e9ria, publicada em junho de 2022. Jorge Lu\u00eds \u00e9 pai de Pedro; Marcele \u00e9 m\u00e3e de Kau\u00e3, e Nesele, de Isabella.Moradora de Rio do Campo atualmente, Nesele, m\u00e3e de Laisa, 21 anos, e Isabella, 9, estava com 34 anos quando decidiu tentar engravidar. Depois de seis meses de tentativas, em decis\u00e3o conjunta com a equipe m\u00e9dica, iniciou o processo de fertiliza\u00e7\u00e3o. \u201cJ\u00e1 na primeira estimula\u00e7\u00e3o, ficou evidente que eu produziria um n\u00famero muito baixo de \u00f3vulos, o que diminuiria bastante as chances de sucesso. Durante esse per\u00edodo, saiu a nova legisla\u00e7\u00e3o que permitia a doa\u00e7\u00e3o de \u00f3vulos entre familiares, abrindo uma nova perspectiva para n\u00f3s\u201d, contou.<br>Logo ap\u00f3s a primeira fertiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o dar certo, as duas irm\u00e3s Nesele, Marcele e Mariana, se ofereceram para doa\u00e7\u00e3o de \u00f3vulos. Depois de muita conversa na fam\u00edlia, foi definido que Marcele seria a doadora dos \u00f3vulos, que foram fecundados com o s\u00eamen de Milrem e, posteriormente, os embri\u00f5es transferidos para o \u00fatero de Nesele. \u201cA Marcele j\u00e1 havia passado por muitas dificuldades antes, engravidado quatro vezes, mas infelizmente n\u00e3o conseguiu levar nenhuma gesta\u00e7\u00e3o at\u00e9 o fim. Ela nunca p\u00f4de gestar, mas n\u00e3o mediu esfor\u00e7os para trazer minha filha at\u00e9 minha barriga. Fez mais de 100 aplica\u00e7\u00f5es de inje\u00e7\u00f5es, tomou horm\u00f4nios que fizeram ela engordar oito quilos, viajou mais de 1000 km entre Santa Cruz e Porto Alegre para acompanhar todo o tratamento e nunca reclamou de nada. Isso \u00e9 algo que eu jamais esquecerei\u201d, relatou Nesele.<br>A advogada relata que, se n\u00e3o houvesse a op\u00e7\u00e3o de doa\u00e7\u00e3o por familiares de at\u00e9 4\u00ba grau, certamente faria a fertiliza\u00e7\u00e3o com doa\u00e7\u00e3o an\u00f4nima. \u201cNunca me importei com quest\u00f5es de sangue, gen\u00e9tica ou afins. Para mim, o que importa \u00e9 o amor que voc\u00ea dedica a um filho. A Marcele n\u00e3o \u00e9 a m\u00e3e da Clara, \u00e9 a tia dela, mas como tem o DNA dela envolvido, \u00e9 natural que minha filha herde algumas caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas. Ela \u00e9 a tia-dinda, mas \u00e9 tamb\u00e9m uma parte fundamental da minha jornada materna. O amor e a conex\u00e3o entre n\u00f3s s\u00f3 cresceram\u201d, disse Nesele.<br>Para a irm\u00e3, aceitar ser a doadora dos \u00f3vulos para Nesele foi uma escolha f\u00e1cil. \u201cN\u00e3o precisei pensar duas vezes, fiquei muito feliz de poder participar desse momento t\u00e3o importante na vida dela\u201d, contou. Marcele disse ter sido gratificante poder proporcionar a gesta\u00e7\u00e3o \u00e0 irm\u00e3, j\u00e1 que o seu sonho tamb\u00e9m era ser m\u00e3e, e conseguiu realiz\u00e1-lo atrav\u00e9s da ado\u00e7\u00e3o. \u201cAs pessoas perguntam muito sobre qual sentimento tenho pela minha sobrinha, se considero como uma filha, mas o amor \u00e9 de tia mesmo, ela \u00e9 minha sobrinha, a m\u00e3e dela \u00e9 a Nesele, apenas contribui para que ela viesse ao mundo\u201d, explicou Marcele.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 1 ano e oito meses, nascia Clara Riede Bonatto, filha mais nova da taquariense Nesele Riede e do esposo Milrem Bonatto. 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