{"id":22518,"date":"2024-09-13T11:30:37","date_gmt":"2024-09-13T11:30:37","guid":{"rendered":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/novo\/?p=22518"},"modified":"2024-09-13T11:30:37","modified_gmt":"2024-09-13T11:30:37","slug":"hoje-tem-abertura-da-semana-farroupilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/hoje-tem-abertura-da-semana-farroupilha\/","title":{"rendered":"Um ano depois da primeira grande cheia, Taquari ainda vive consequ\u00eancias da cat\u00e1strofe"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O m\u00eas de setembro traz uma triste lembran\u00e7a para Taquari e regi\u00e3o, a primeira grande enchente que atingiu fortemente o Vale, causando dezenas de mortes e destrui\u00e7\u00e3o. O pico do rio, em Taquari, foi de 12,22 metros no dia 6 de setembro e pegou muitas pessoas de surpresa, inundando lugares que, h\u00e1 mais de 80 anos, n\u00e3o eram alagados por enchente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta foi a primeira de uma sequ\u00eancia de tr\u00eas cheias hist\u00f3ricas no Rio Taquari. Em Estrela, o rio chegou a 29,62 metros, o segundo maior registro at\u00e9 ent\u00e3o, 30 cent\u00edmetros a menos do que na hist\u00f3rica enchente de 1941.<br>Em 20 de novembro, uma nova cheia assolou o munic\u00edpio e regi\u00e3o. Enquanto os pontos de medi\u00e7\u00e3o nas partes mais altas do Vale registravam uma cheia menor que a de setembro, chegando a marca m\u00e1xima de 28,94 em Estrela, Taquari sofreu consequ\u00eancias ainda maiores. No munic\u00edpio, o rio atingiu 12,95 metros, 73cm a mais do que em setembro, causando a inunda\u00e7\u00e3o de mais de 300 resid\u00eancias e atingindo cerca de 900 pessoas.<br>Seis meses depois, foi registrada a terceira e maior cheia da hist\u00f3ria n\u00e3o s\u00f3 da regi\u00e3o, mas de todo o Rio Grande do Sul. Em Taquari, o n\u00edvel do rio chegou a 17,26 metros e, em Estrela, a 33,35 metros, o m\u00e1ximo j\u00e1 registrado na hist\u00f3ria das medi\u00e7\u00f5es oficiais, feitas desde 1939. As consequ\u00eancias da cat\u00e1strofe foram vividas em diferentes regi\u00f5es do estado, em deslizamentos, queda de estradas, inunda\u00e7\u00f5es e enchentes. Mais de 200 mortes registradas e preju\u00edzos milion\u00e1rios.<br>Em nenhuma das tr\u00eas enchentes, Taquari registrou mortes, no entanto, corpos de v\u00edtimas da regi\u00e3o acabaram sendo localizados no munic\u00edpio. O preju\u00edzo na zona rural foi em torno de R$ 100 milh\u00f5es somadas as tr\u00eas cheias. Na zona urbana, mais de mil resid\u00eancias atingidas, mais de 200 casas destru\u00eddas ou danificadas, milhares de m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos perdidos, entre muitos outros preju\u00edzos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Propriedade teve perdas nas tr\u00eas cheias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Produtor da localidade do Caramujo, Evandro Dorneles relata que a propriedade da fam\u00edlia teve mais de R$ 300 mil em preju\u00edzo nas tr\u00eas enchentes. Ele conta que, na primeira cheia, em setembro, levantaram todas as coisas em um galp\u00e3o, existente h\u00e1 46 anos na propriedade, constru\u00eddo sobre um morro de aterro de 1.500 metros\u00b2, onde ficaram gado, cavalos e ovelhas, e deixaram o local no dia 4 de setembro, acreditando que a \u00e1gua n\u00e3o chegaria at\u00e9 a altura elevada. No outro dia de manh\u00e3, de lancha, retornaram \u00e0 propriedade. \u201cEnfrentamos uma correnteza jamais vista, com muito custo, chegamos ao galp\u00e3o. Ali, nos deparamos com uma cena de terror, 38 ovelhas mortas na \u00e1gua, sobre o morro, no galp\u00e3o. E o antigo galp\u00e3o havia desabado, indo metade dele rio abaixo. Nosso gado sobreviveu, os cavalos e o gado ficaram com \u00e1gua na barriga\u201d, recorda.<br>Em novembro, a situa\u00e7\u00e3o foi ainda mais terr\u00edvel. \u201cNaquele fat\u00eddico dia 18, perdemos 42 vacas e novilhas, mais 18 terneiros. N\u00e3o conseguimos sair, um dia antes a ponte (do Caramujo) foi tapada pelas \u00e1guas\u201d, lembra.<br>No ano seguinte, com a previs\u00e3o de uma nova grande cheia, em 30 de abril toda a propriedade da fam\u00edlia foi evacuada. Desta vez, foram perdidos casa, galp\u00e3o. O cont\u00eainer\/casa foi achado 20 dias depois, destru\u00eddo parcialmente. \u201cTalvez erramos em acreditar que n\u00e3o aconteceria o pior. Nesse mesmo pensamento, nas tr\u00eas enchentes morreram mais de 250 pessoas. Essas tr\u00eas enchentes mudaram nosso jeito de pensar e agir. Antes, acredit\u00e1vamos que o morro (elevadas constru\u00eddas nas propriedades) nos livraria da enchente. Hoje vimos que n\u00e3o podemos mais contar com esse recurso. Agora, \u00e9 olho na previs\u00e3o de enchentes e p\u00e9 na estrada\u201d, relata Evandro.<br>Atualmente, o galp\u00e3o da propriedade est\u00e1 quase pronto, as estruturas nas elevadas foram refeitas, e os campos, que haviam sido tomados por sedimentos trazidos pela enchente, come\u00e7am a voltar ao normal. A localidade de Caramujo foi uma das mais danificadas pela cheia de 2024, e Evandro refor\u00e7a um clamor da comunidade, a constru\u00e7\u00e3o de uma nova ponte, mais alta, para possibilitar maior tempo para a evacua\u00e7\u00e3o em \u00e9pocas de enchente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O m\u00eas de setembro traz uma triste lembran\u00e7a para Taquari e regi\u00e3o, a primeira grande enchente que atingiu fortemente o Vale, causando dezenas de mortes e destrui\u00e7\u00e3o. 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