{"id":22409,"date":"2024-08-23T11:12:15","date_gmt":"2024-08-23T11:12:15","guid":{"rendered":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/novo\/?p=22409"},"modified":"2024-08-23T11:12:15","modified_gmt":"2024-08-23T11:12:15","slug":"municipal-de-futsal-sem-data-para-iniciar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/municipal-de-futsal-sem-data-para-iniciar\/","title":{"rendered":"Acusado de homic\u00eddio e tentativa de homic\u00eddio \u00e9 absolvido em j\u00fari popular"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um homic\u00eddio e uma tentativa de homic\u00eddio, crimes que ocorreram no dia 11 de outubro de 2014, na localidade de Amoras, foram julgados na \u00faltima quarta-feira, dia 21, em sess\u00e3o de j\u00fari popular, no F\u00f3rum de Taquari. Valdair Scherer, 53 anos, foi absolvido pelo corpo de jurados da acusa\u00e7\u00e3o do homic\u00eddio de Jos\u00e9 Lu\u00eds da Rosa, ent\u00e3o com 50 anos, e da tentativa de homic\u00eddio de Jeferson Luiz Santos da Rosa, 35 anos, filho da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O j\u00fari, que foi o primeiro ap\u00f3s a enchente que atingiu Taquari e o Rio Grande do Sul, em maio deste ano, durou mais de 10 horas. Conforme a acusa\u00e7\u00e3o, feita pelo promotor Rafael Wobeto Pinter, novo titular da 1\u00aa Promotoria de Taquari, no dia dos fatos, o r\u00e9u, seu sogro e seu cunhado teriam ido at\u00e9 \u00e0s terras da v\u00edtima para interromper o transporte de um mato cortado, que o sogro do r\u00e9u alegava ser seu. Segundo o promotor, o sogro do r\u00e9u tinha um processo de usucapi\u00e3o daquelas terras contra Jos\u00e9 Lu\u00eds da Rosa e, inclusive, dias antes do fato, teria entrado com um pedido de liminar para proibir o corte do mato na propriedade, o que n\u00e3o conseguiu. Ent\u00e3o, segundo o promotor, foi at\u00e9 l\u00e1 para resolver com as \u201cpr\u00f3prias m\u00e3os\u201d. Ao chegar nas terras, o sogro e o cunhado de Valdair, acompanhados do r\u00e9u, mandaram parar a carregamento da lenha j\u00e1 cortada. O homem respons\u00e1vel pelo servi\u00e7o, ent\u00e3o, teria ligado para pedir a presen\u00e7a no local de Jos\u00e9 Lu\u00eds da Rosa, a mando do sogro e do cunhado do r\u00e9u. Em dado momento, segundo a acusa\u00e7\u00e3o, Valdair teria sa\u00eddo do local, n\u00e3o sendo mais visto. Quando Jos\u00e9 Lu\u00eds da Rosa e seu filho chegaram na ch\u00e1cara, que era de sua propriedade, teria iniciado uma discuss\u00e3o. Segundo a acusa\u00e7\u00e3o, durante essa discuss\u00e3o, o r\u00e9u teria aparecido repentinamente, sacado a arma e atirado na v\u00edtima, que gritou para seu filho correr. Conforme o promotor, n\u00e3o satisfeito, o r\u00e9u teria verbalizado que iria \u201cqueimar\u201d, \u201cmatar\u201d e, inclusive, teria disparado contra o rapaz duas ou tr\u00eas vezes, contudo, n\u00e3o o acertou, j\u00e1 que ele correu para tr\u00e1s de um carro\u00e7\u00e3o.<br>Durante o julgamento, o r\u00e9u deu sua vers\u00e3o dos fatos. Ele admitiu ser o autor do disparo que vitimou Jos\u00e9 Lu\u00eds da Rosa, mas negou que tenha tido a inten\u00e7\u00e3o de matar e negou, ainda, ter atirado no filho da v\u00edtima. Conforme o promotor, essa vers\u00e3o de que Valdair seria o autor do disparo tinha aparecido naquele dia, j\u00e1 que desde a \u00e9poca dos fatos a vers\u00e3o apresentada era de que o sogro do r\u00e9u seria o respons\u00e1vel pelos disparos, tese que nunca foi aceita pela Pol\u00edcia e pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico. Segundo o promotor, como o sogro do r\u00e9u faleceu no ano passado, a defesa n\u00e3o poderia apresentar a tese de negativa de autoria do r\u00e9u. Por isso, ent\u00e3o, teria apresentado a vers\u00e3o atual, de leg\u00edtima defesa, para tentar desclassificar de homic\u00eddio doloso para culposo ou les\u00e3o corporal seguida de morte, o que deixaria o julgamento nas m\u00e3os da ju\u00edza da 1\u00aa vara de Taquari, Bruna Moreira Hoff. Conseguindo isso, segundo o promotor, a pena do r\u00e9u seria menor, pois o crime teria pena mais branda e, inclusive, caso isso acontecesse, estaria prescrita e o r\u00e9u n\u00e3o iria para a cadeia.<br>Assim, o promotor pediu aos jurados que condenassem o r\u00e9u por homic\u00eddio doloso, uma vez que ele teria, sim, a inten\u00e7\u00e3o de matar, pela tentativa de homic\u00eddio do filho da v\u00edtima, pois testemunhas oculares do fato haviam afirmado que o r\u00e9u teria atirado na dire\u00e7\u00e3o do rapaz, e aceitassem as qualificadoras, pois o r\u00e9u teria agido com recurso que dificultou a defesa das v\u00edtimas, e o crime teria sido por motivo torpe, ou seja, disputa por terras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Advogados alegam leg\u00edtima defesa de terceiros e pedem absolvi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A defesa de Valdair Scherer foi feita pelos advogados Sandro Guaragni e Marcela Jantsch. A vers\u00e3o apresentada \u00e9 de que o r\u00e9u n\u00e3o teve inten\u00e7\u00e3o de matar e agiu em leg\u00edtima defesa de terceiros para evitar uma iminente agress\u00e3o ao seu sogro, j\u00e1 que o filho da v\u00edtima teria empurrado o idoso e Jos\u00e9 Lu\u00eds teria partido para cima deles com um fac\u00e3o em m\u00e3os, fato que foi negado por testemunhas e Jeferson, mas confirmado pelo cunhado do r\u00e9u. Guaragni questionou a inten\u00e7\u00e3o de matar de Valdair. \u201cSe ele quisesse matar, n\u00e3o teria dado apenas dois tiros, um para o ch\u00e3o e o outro na coxa da v\u00edtima. Se ele tivesse vontade de matar, teria atirado na cabe\u00e7a, no t\u00f3rax de Jos\u00e9 Lu\u00eds e n\u00e3o na perna.\u201d Segundo o advogado, Jos\u00e9 Lu\u00eds s\u00f3 morreu porque o tiro atingiu uma art\u00e9ria femoral e pela falta de primeiros socorros adequados. Al\u00e9m disso, conforme o advogado, o r\u00e9u tem boa mira e o tiro foi dado a uma dist\u00e2ncia de quatro a cinco metros, portanto, se ele realmente tivesse a inten\u00e7\u00e3o de matar teria acertado em outra parte do corpo e n\u00e3o na perna. Sobre a mudan\u00e7a de vers\u00f5es, o r\u00e9u e sua defesa afirmaram que a tese apresentada na \u00e9poca dos fatos foi orienta\u00e7\u00e3o do advogado que os defendia. Segundo eles, sendo o sogro do r\u00e9u um idoso, de 76 anos, seria mais f\u00e1cil livr\u00e1-lo da acusa\u00e7\u00e3o. Segundo a defesa, n\u00e3o era a ideia da fam\u00edlia apresentar tal vers\u00e3o, at\u00e9 porque havia testemunhas no momento do fato. Contudo, assustados e por serem leigos, aceitaram a orienta\u00e7\u00e3o do advogado na \u00e9poca.<br>Quanto \u00e0 tentativa de homic\u00eddio de Jeferson, a defesa disse que nenhuma testemunha apresentada no julgamento teria conseguido comprovar que o r\u00e9u havia atirado contra o rapaz. Al\u00e9m disso, no rev\u00f3lver tinham quatro balas, duas deflagradas e duas intactas. O r\u00e9u, segundo a defesa, teria dado apenas dois tiros, um para o ch\u00e3o e o outro que atingiu a perna de Jos\u00e9 Lu\u00eds.<br>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s qualificadoras, a defesa disse que eram absurdas. Que n\u00e3o houve recurso que dificultou a defesa das v\u00edtimas, pois todos sabiam que o r\u00e9u estava no local e o tiro teria sido dado de frente e que o motivo n\u00e3o seria disputa de terras, mas, sim, leg\u00edtima defesa de terceiros.<br>Ao final do julgamento, o corpo de jurados, formado por cinco homens e duas mulheres, acatou a tese da defesa e votou por absolver o r\u00e9u das duas acusa\u00e7\u00f5es. A decis\u00e3o do j\u00fari cabe recurso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um homic\u00eddio e uma tentativa de homic\u00eddio, crimes que ocorreram no dia 11 de outubro de 2014, na localidade de Amoras, foram julgados na \u00faltima quarta-feira, dia 21, em sess\u00e3o de j\u00fari popular, no F\u00f3rum de Taquari. 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