{"id":15855,"date":"2021-05-03T13:22:35","date_gmt":"2021-05-03T13:22:35","guid":{"rendered":"http:\/\/ofatotaquari.com.br\/novo\/?p=15855"},"modified":"2021-05-03T13:22:35","modified_gmt":"2021-05-03T13:22:35","slug":"jornal-o-fato-comemora-20-anos-de-circulacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/jornal-o-fato-comemora-20-anos-de-circulacao\/","title":{"rendered":"Jornal O Fato comemora 20 anos de circula\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O jornal O Fato completou, na \u00faltima ter\u00e7a-feira, 27 de abril, 20 anos de circula\u00e7\u00e3o. O anivers\u00e1rio foi comemorado com o lan\u00e7amento da r\u00e1dio web O Fato, com programa\u00e7\u00e3o ao vivo de segunda a sexta-feira, das 7h \u00e0s 10h, e, no restante do dia, programas musicais gravados.<br \/>\nO seman\u00e1rio teve sua primeira edi\u00e7\u00e3o em 2001, com not\u00edcias dos munic\u00edpios de Taquari e Taba\u00ed. A partir de 2005, iniciou a circula\u00e7\u00e3o em Fazenda Vilanova e, em 2006, em Paverama.<br \/>\nNesses 20 anos de trajet\u00f3ria, foram 1.041 edi\u00e7\u00f5es, entregues \u00e0s sextas-feiras pela manh\u00e3. O jornal surgiu com o prop\u00f3sito de levar informa\u00e7\u00e3o de qualidade e dar espa\u00e7o de manifesta\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade. Entre tantas not\u00edcias divulgadas, algumas tiveram o impacto de transformar vidas. Duas dessas hist\u00f3rias foram gravadas para o especial de 20 anos do jornal O Fato. Os v\u00eddeos est\u00e3o dispon\u00edveis na p\u00e1gina do jornal no Facebook. Confira, abaixo, um pouco das hist\u00f3rias.<\/p>\n<p><strong>Reencontro de m\u00e3e e filha ap\u00f3s 37 anos<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ofatotaquari.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/ANIVERS\u00c1RIO-Fam\u00edlia-Soneca-01.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-15857 alignleft\" src=\"http:\/\/ofatotaquari.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/ANIVERS\u00c1RIO-Fam\u00edlia-Soneca-01-300x133.jpg\" alt=\"ANIVERS\u00c1RIO - Fam\u00edlia Soneca 01\" width=\"300\" height=\"133\" \/><\/a>Depois de quase quatro d\u00e9cadas sem nenhum contato, a moradora do bairro Leo Alvim Faller, Eva Martins, 74 anos, reencontrou sua filha Cleonir Terezinha Martins, de 53 anos, em 2018. Elas haviam se afastado quando moravam em Foz do Igua\u00e7u, no Paran\u00e1. Na \u00e9poca, Eva se separou do companheiro e mudou-se para o Rio Grande do Sul. A filha mais velha, Cleonir, era adolescente e decidiu ficar morando na cidade junto com a fam\u00edlia paterna.<br \/>\nMuitos anos se passaram e, sem telefone, m\u00e3e e filha acabaram perdendo totalmente o contato. Com a chegada da internet, Cleonir, que estava morando em S\u00e3o Paulo, come\u00e7ou a pesquisar o nome da m\u00e3e nas redes sociais em busca do reencontro. Todas as tentativas foram sem sucesso at\u00e9 dezembro de 2018. No in\u00edcio do m\u00eas, uma das filhas de Cleonir decidiu colocar o nome de Eva nas pesquisas do Google. Durante a busca, a primeira op\u00e7\u00e3o para o nome Eva Martins era uma mat\u00e9ria feita pelo jornal O Fato, em 2017. A not\u00edcia era de que a fam\u00edlia de Taquari precisava de ajuda, pois estava cuidando do irm\u00e3o de Eva, Don\u00e1rio Ferreira da Silva, o Soneca, que viveu situa\u00e7\u00e3o de morador de rua e, na \u00e9poca, estava doente recebendo cuidados da fam\u00edlia. \u201cLogo de cara eu vi que era minha m\u00e3e, quando eu olhei a foto que estava na mat\u00e9ria, eu sabia que era a minha m\u00e3e. Eu enlouqueci, fiquei feliz demais, quase botei o apartamento abaixo, acho que os vizinhos pensaram que eu estava louca, de tanto que eu gritei de felicidade. Eu tinha certeza que era a minha m\u00e3e, a quest\u00e3o era s\u00f3 o tempo de eu conseguir me comunicar\u201d, lembrou Cleonir.<br \/>\nNa segunda-feira seguinte, ela entrou em contato com o jornal, pedindo o n\u00famero de telefone da m\u00e3e. Como dona Eva n\u00e3o tinha celular, O Fato foi at\u00e9 a resid\u00eancia no Leo Alvim Faller e levou o telefone do jornal para que as duas pudessem conversar. Depois de muita emo\u00e7\u00e3o, o reencontro presencial foi marcado para o mesmo m\u00eas. Ainda em dezembro de 2018, Cleonir veio a Taquari para passar as festas de final de ano ao lado da m\u00e3e.<br \/>\nEva Martins lembra que o filho Moacir chegou a viajar para o Paran\u00e1 e Mato Grosso atr\u00e1s da irm\u00e3, mas nunca conseguiu informa\u00e7\u00f5es sobre a localiza\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c0s vezes, eu tinha esperan\u00e7a de encontrar minha filha, mas com o passar dos anos, eu j\u00e1 achava meio dif\u00edcil. Com a idade que eu tenho, eu pensava que ia morrer e n\u00e3o ia mais ver a minha filha\u201d, se emociona.<br \/>\nAtualmente, as duas est\u00e3o pertinho. Cleonir mudou-se para Taquari em janeiro de 2021 e mora no bairro Col\u00f4nia Vinte. Todos os finais de semana ela almo\u00e7a com a m\u00e3e. \u201cA sensa\u00e7\u00e3o que eu tinha a minha vida inteira era de que todo mundo tinha m\u00e3e, tinha fam\u00edlia e eu n\u00e3o. Mas, gra\u00e7as a Deus, hoje eu posso falar: eu vou na casa da minha m\u00e3e, eu estou na minha m\u00e3e\u201d, comemora.<\/p>\n<p><strong>Uma luta contra a cegueira<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ofatotaquari.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/ANI8VERS\u00c1RIO-Menino-que-voltou-Enchergar-01.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-15856 alignleft\" src=\"http:\/\/ofatotaquari.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/ANI8VERS\u00c1RIO-Menino-que-voltou-Enchergar-01-300x225.jpg\" alt=\"ANI8VERS\u00c1RIO - Menino que voltou Enchergar 01\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a>A moradora de Paverama, Inara Beatriz de Vargas, 51 anos, guarda as mat\u00e9rias feitas pelo jornal O Fato em 2017 como forma de recordar um dos momentos mais dif\u00edceis da sua vida. No m\u00eas de fevereiro, o filho Davi, na \u00e9poca com 3 anos, havia sido diagnosticado com catarata cong\u00eanita. Ele j\u00e1 tinha perdido totalmente a vis\u00e3o de um olho e, do outro, restavam 40%. Para n\u00e3o ficar cego, era preciso realizar uma cirurgia em at\u00e9 30 dias. Diante da demora na marca\u00e7\u00e3o de consultas e procedimentos pelo SUS e do valor de R$ 20 mil para a cirurgia particular, a fam\u00edlia estava desesperada. O filho mais velho de Inara, Gabriel, decidiu tentar, na internet, uma campanha de arrecada\u00e7\u00e3o de doa\u00e7\u00f5es para a cirurgia. O caso chegou ao conhecimento do jornal O Fato, que entrou em contato com a fam\u00edlia para realizar uma mat\u00e9ria. \u201cAli se espalhou a not\u00edcia de que ele precisava da cirurgia, pessoas come\u00e7aram a me procurar para ver no que poderiam ajudar. E a gente conseguiu for\u00e7as para ir atr\u00e1s dos direitos dele\u201d, relatou a m\u00e3e, lembrando da repercuss\u00e3o na regi\u00e3o e no estado.<br \/>\nAtrav\u00e9s de pedido judicial, a fam\u00edlia conseguiu a determina\u00e7\u00e3o de que o governo do Estado custeasse o procedimento cir\u00fargico contra a catarata, realizado no dia 9 de mar\u00e7o de 2017, dentro do prazo de 30 dias recomendado pelos m\u00e9dicos. Hoje, aos 7 anos, Davi segue acompanhado pela mesma equipe m\u00e9dica, com os valores necess\u00e1rios pagos pelo Estado, e tem autonomia para fazer todas as atividades de uma crian\u00e7a da sua idade. \u201cGra\u00e7as a Deus que deu tudo certo, a gente correu a tempo. Foi uma correria mesmo, foi bem dif\u00edcil, mas tivemos apoio e conseguimos. Hoje ele est\u00e1 a\u00ed, sapeca\u201d, contou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornal O Fato completou, na \u00faltima ter\u00e7a-feira, 27 de abril, 20 anos de circula\u00e7\u00e3o. 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