{"id":15586,"date":"2021-04-12T12:37:11","date_gmt":"2021-04-12T12:37:11","guid":{"rendered":"http:\/\/ofatotaquari.com.br\/novo\/?p=15586"},"modified":"2021-04-12T12:37:11","modified_gmt":"2021-04-12T12:37:11","slug":"o-apelido-das-familias-por-que-porvadeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/o-apelido-das-familias-por-que-porvadeira\/","title":{"rendered":"O apelido das fam\u00edlias: Por que Porvadeira?"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 comum muitas fam\u00edlias serem conhecidas por alguma denomina\u00e7\u00e3o que n\u00e3o a do sobrenome. Em Taquari, tem os Porvadeira, os Pimenta, os Bananeira, os Mabilia e muitos outros.<br \/>\nA partir desta semana, o jornal O Fato come\u00e7a a contar a hist\u00f3ria de algumas delas. Come\u00e7amos, na edi\u00e7\u00e3o de hoje, com os Porvadeira.<\/p>\n<p><strong>Por que Porvadeira?<\/strong><\/p>\n<p>O apelido segue com a fam\u00edlia de Amaro Gomes dos Santos (30 de maio de 1915 &#8211; 5 de maio de 1994), morador da localidade Contestado, na Volta dos Freitas, distrito de General C\u00e2mara, que teve sete filhos, 23 netos, 41 bisnetos e 27 tataranetos. Conforme informa\u00e7\u00f5es das filhas, eles s\u00e3o conhecidos por Porvadeira porque, h\u00e1 mais ou menos 70 anos, as pessoas que moravam naquela pequena localidade tinham muita dificuldade de acesso ao atendimento m\u00e9dico, pois, os adoentados teriam que ir at\u00e9 General C\u00e2mara ou Taquari, atravessando o rio. Al\u00e9m da dist\u00e2ncia, o \u00fanico meio de locomo\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel para a maioria era o cavalo. Era comum, ent\u00e3o, que um mensageiro levasse at\u00e9 o m\u00e9dico o relato dos sintomas do doente e voltasse com a medica\u00e7\u00e3o indicada, de acordo com os sintomas descritos pelo mensageiro. Os m\u00e9dicos na \u00e9poca eram Dr. Miguel Santana, Dr. Jo\u00e3o Maia Filho e Dr. Jo\u00e3o Pereira, homeopata.<br \/>\nTamb\u00e9m as parturientes, quando entravam em trabalho de parto, necessitavam que o mensageiro fizesse a busca da parteira. Nesses casos, o mensageiro tinha dois cavalos, um para sua pr\u00f3pria montaria e outro, j\u00e1 encilhado, para conduzir a parteira. Havia uma parteira em Taquari, chamada dona Alminda, senhora de fino trato, mas muito simples que sempre atendia os partos naquela localidade.<br \/>\nComo esses momentos eram sempre decisivos para a preserva\u00e7\u00e3o da vida, exigiam-se do mensageiro, agilidade e rapidez na a\u00e7\u00e3o. Seu Amaro era muito solicitado para atender a vizinhan\u00e7a no papel de mensageiro. Assim o apelido surgiu porque os vizinhos, ao v\u00ea-lo passar no galope do cavalo, comentavam: -\u201dQuem ser\u00e1 que t\u00e1 doente que o Amaro passou levantando porvadeira?\u201d, fazendo refer\u00eancia \u00e0 poeira que as patas do cavalo provocavam. Era chamado pelos amigos de louco devido ao seu jeito acelerado de agir diante das situa\u00e7\u00f5es, um homem rude, mas muito humano, prestativo e solid\u00e1rio.<br \/>\nO apelido da fam\u00edlia pegou de forma que os netos s\u00e3o conhecidos por Porvadeira e alguns dos filhos nem s\u00e3o lembrados pelo nome de batismo. Amaro foi casado com Odolina Celestina dos Santos e tiveram os filhos, a maioria residente em Taquari: Jurema C\u00e2ndida dos Santos (Jurema Porvadeira); Eva C\u00e2ndida dos Santos (Evinha Porvadeira); Maria C\u00e2ndida dos Santos (Maria Porvadeira), reside em Itaja\u00ed (SC); Jo\u00e3o C\u00e2ndido dos Santos (Jo\u00e3o Porvadeira), j\u00e1 falecido; Luiz C\u00e2ndido dos Santos, (Lulu Porvadeira); Ant\u00f4nio Paulo C\u00e2ndido dos Santos (Toti Porvadeira), reside em Cidreira, e Eliane F\u00e1tima C\u00e2ndida dos Santos (Eliane Porvadeira).<\/p>\n<p>O leitor pode enviar sua colabora\u00e7\u00e3o para o WhatsApp (51) 9 9102 8553<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 comum muitas fam\u00edlias serem conhecidas por alguma denomina\u00e7\u00e3o que n\u00e3o a do sobrenome. Em Taquari, tem os Porvadeira, os Pimenta, os Bananeira, os Mabilia e muitos outros. A partir desta semana, o jornal O Fato come\u00e7a a contar a hist\u00f3ria de algumas delas. 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