{"id":15391,"date":"2021-03-19T12:22:16","date_gmt":"2021-03-19T12:22:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ofatotaquari.com.br\/novo\/?p=15391"},"modified":"2021-03-19T12:22:16","modified_gmt":"2021-03-19T12:22:16","slug":"um-grande-desafio-na-vida-de-aryela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/um-grande-desafio-na-vida-de-aryela\/","title":{"rendered":"Um grande desafio na vida de Aryela"},"content":{"rendered":"<p>O ano de 2021 colocou um desafio na vida da fam\u00edlia de Aryela Cezimbra Schnorenberger Borba, 10 anos. Na tarde da segunda-feira, 15 de mar\u00e7o, a fam\u00edlia obteve o diagn\u00f3stico de um problema que come\u00e7ou a dar sinais em fevereiro. Aryela, filha da maquiadora Sabrine Cezimbra e do soldado da Brigada Militar, Lu\u00eds Fernando Schnorenberger Borba, foi diagnosticada com Leucemia Linf\u00f3ide Aguda Tipo B e precisa de doadores de sangue e de plaquetas.<\/p>\n<p>Ela est\u00e1 internada desde o dia 10 de mar\u00e7o, no Hospital de Cl\u00ednicas em Porto Alegre, quando, ainda sem ter o diagn\u00f3stico definitivo, come\u00e7ou o tratamento para a leucemia.<br \/>\nA m\u00e3e, Sabrine Cezimbra, lembra que no dia 2 de fevereiro a menina come\u00e7ou a ter dores no corpo. Passou por cinco m\u00e9dicos que deram variados diagn\u00f3sticos. \u201cDor do crescimento, hormonal, infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria, formando algo no f\u00edgado, que era mononucleose, foram v\u00e1rios diagn\u00f3sticos, mas nada certo, e a cada dia ela foi piorando, aparecendo manchas roxas e sangramentos no nariz. Come\u00e7ou a ficar fraca, teve febre e v\u00f4mito\u201d, conta a m\u00e3e.<br \/>\nA perda total do apetite foi um dos sintomas mais preocupantes. Durante 20 dias, ela n\u00e3o comia praticamente nada e tinha muita n\u00e1usea. A fam\u00edlia estava buscando uma consulta com um infectologista e, enquanto isso, a situa\u00e7\u00e3o estava se agravando, com f\u00edgado e ba\u00e7o aumentados, plaquetas caindo a cada exame que era realizado. \u201cEu via ela piorar a cada dia, em casa, e ficando fraca por n\u00e3o comer. Comecei a ligar para marcar com hematologista, mas n\u00e3o conseguia em lugar algum. Liguei para 14 consult\u00f3rios m\u00e9dicos e tr\u00eas ou quatro hospitais e ningu\u00e9m queria atender. N\u00e3o tinha hematologista para urg\u00eancia e emerg\u00eancia, s\u00f3 consegui consultas para a partir de maio ou junho\u201d, diz.<br \/>\nNo per\u00edodo de sete dias, as plaquetas ca\u00edram de 89 mil por microlitro de sangue para 29 mil por microlitro de sangue.<br \/>\nSem conseguir uma consulta, Sabrina contatou com a fam\u00edlia de uma menina taquariense que passou por um caso de transplante de rim para saber como tinha iniciado o problema e conseguiu o contato da m\u00e9dica. \u201cEu via que a coisa tava feia mesma. Ela (m\u00e3e da menina) foi um anjo da minha vida. A m\u00e9dica da fam\u00edlia se interessou pelo caso e viu, na hora, o que realmente poderia ser. Conseguiu uma interna\u00e7\u00e3o no Hospital de Cl\u00ednicas, no dia 10. S\u00f3 cheguei no hospital e ela come\u00e7ou a apresentar sangramentos nasal e boca, um quadro agravado, talvez pela viagem. As plaquetas foram caindo para 8 mil\u201d, conta a m\u00e3e.<br \/>\nAp\u00f3s consulta com o hematologista, no hospital, no exame dos blastos, j\u00e1 viram o que era e, na mesma noite que Aryela deu entrada no hospital, come\u00e7ou o tratamento contra a leucemia, sem saber qual o tipo. \u201cA m\u00e9dica disse que passar\u00edamos pelo setor de oncologia, porque, certamente, era leucemia\u201d, diz a m\u00e3e, completando: \u201cFoi um baque muito grande, sofri muito no primeiro dia, passei mal. Ela (a m\u00e9dica) disse que se eu tivesse esperado mais uma semana para trazer a minha filha para o hospital, ela entraria direto na UTI.\u201d<br \/>\nA Leucemia Linf\u00f3ide Aguda Tipo B \u00e9 uma doen\u00e7a hematol\u00f3gica grave e de evolu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, pass\u00edvel de tratamento, com maior frequ\u00eancia em crian\u00e7as. O tecido linf\u00f3ide substitui o tecido normal da medula \u00f3ssea, atrapalhando sua fun\u00e7\u00e3o normal. Conforme a m\u00e3e, o tratamento buscar\u00e1 salvar a medula, o que \u00e9 muito importante. \u201cA menos que ela n\u00e3o responda aos medicamentos iniciais e \u00e0s quimioterapias, vamos sair em busca de um doador de medula. Vamos ficar, no m\u00ednimo, uns 40 dias, mas isso vai depender dela (paciente). Pode ser que precise mais. Ela reage muito bem, \u00e9 uma menina muito boa, n\u00e3o reclama de nada, tudo est\u00e1 bom, sempre diz que est\u00e1 bem, muito amada. Tem uma hist\u00f3ria muito bonita, \u00e9 fruto de uma ado\u00e7\u00e3o, fizemos por amor, e \u00e9 por esse amor que vamos lutar at\u00e9 o fim. Ela vai vencer, temos certeza que ela vai vencer\u201d, diz a m\u00e3e.<\/p>\n<p>\u201cEla \u00e9 uma guerreira, s\u00f3 me d\u00e1 orgulho\u201d<\/p>\n<p>O tratamento da leucemia acarreta queda do cabelo. A m\u00e3e diz que a menina, entrando na adolesc\u00eancia, vaidosa, ficou triste com a not\u00edcia dada pela m\u00e9dica. \u201cEla chorou e disse que n\u00e3o queria (cortar). Conversamos muito com ela e que se fosse necess\u00e1rio, a m\u00e3e, a mana, a v\u00f3, cortaremos e deixaremos crescer junto com o dela, que estava tudo certo, que \u00e9 uma fase ruim que vai passar. Ela entendeu, concordou e est\u00e1 mais alegre. Brincamos que poder\u00e1 ter v\u00e1rios tipos de len\u00e7os muito coloridos, v\u00e1rios tipos de cabelo porque podemos comprar v\u00e1rias perucas\u201d. A Aryela, por duas ocasi\u00f5es, j\u00e1 doou o seu cabelo para o Instituto do C\u00e2ncer do Hospital Santo Ant\u00f4nio para a confec\u00e7\u00e3o de perucas, uma delas para pagar uma promessa, e a outra, por a\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea. \u201cQuem diria n\u00e9, esse mundo ir\u00f4nico, faria ela precisar. Num primeiro momento a gente passa por uma fase de nega\u00e7\u00e3o, n\u00e3o quer aceitar a doen\u00e7a, mas depois pensamos que poderia ser bem pior e que tudo vai dar certo; agrade\u00e7o a Deus pela vida dela, continuamos lutando. Ela \u00e9 uma guerreira, s\u00f3 me d\u00e1 orgulho e me disse que n\u00e3o quer ningu\u00e9m chorando perto dela. A mobiliza\u00e7\u00e3o das pessoas, as campanhas e as ora\u00e7\u00f5es, recebemos a energia todinha aqui\u201d, agradece Sabrine.<\/p>\n<p><strong>Campanha de doa\u00e7\u00e3o de sangue<\/strong><\/p>\n<p>Na sexta-feira, iniciou-se, via redes sociais, uma campanha de doa\u00e7\u00e3o de sangue para a Aryela. Muitas pessoas se mobilizaram, especialmente, da Brigada Militar, e j\u00e1 fizeram a doa\u00e7\u00e3o. Neste momento, a necessidade maior \u00e9 de doa\u00e7\u00e3o de plaquetas, que tamb\u00e9m est\u00e3o no sangue, mas o processo de doa\u00e7\u00e3o \u00e9 um pouco diferente, mais demorada mas menos invasiva. No momento da doa\u00e7\u00e3o, o sangue passa por uma m\u00e1quina que faz a retirada das plaquetas e retorna para o organismo. A recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 mais r\u00e1pida e pode ser feita com mais frequ\u00eancia, se comparada com o tempo de doa\u00e7\u00e3o do sangue que \u00e9 de 60 dias para os homens e de 90 dias para as mulheres. O normal de uma pessoa s\u00e3o 150 mil a 500 mil a dela, no \u00faltimo exame, estava em 8 mil.<br \/>\nA fam\u00edlia criou uma conta no instagram @aryela_cezimbra que ser\u00e1 um di\u00e1rio do tratamento e uma fonte de not\u00edcias para as pessoas que contatam a fam\u00edlia diariamente.<\/p>\n<p><strong>Para\u00a0participar da campanha:<\/strong><\/p>\n<p>Doa\u00e7\u00e3o de sangue e plaquetas<br \/>\nServi\u00e7o de Hemoterapia<br \/>\nBanco de Sangue<br \/>\n(51) 3359-8504<br \/>\nwhatsApp\u00a0998225419<br \/>\nQualquer tipo sangu\u00edneo<br \/>\nQuem teve\u00a0covid-19 poder\u00e1 doar<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio informar o nome dela na recep\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2021 colocou um desafio na vida da fam\u00edlia de Aryela Cezimbra Schnorenberger Borba, 10 anos. Na tarde da segunda-feira, 15 de mar\u00e7o, a fam\u00edlia obteve o diagn\u00f3stico de um problema que come\u00e7ou a dar sinais em fevereiro. 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