{"id":15066,"date":"2020-12-18T12:11:42","date_gmt":"2020-12-18T12:11:42","guid":{"rendered":"http:\/\/ofatotaquari.com.br\/novo\/?p=15066"},"modified":"2020-12-18T12:11:42","modified_gmt":"2020-12-18T12:11:42","slug":"producao-de-morangos-tem-crescido-na-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/producao-de-morangos-tem-crescido-na-regiao\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de morangos tem crescido na regi\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Enquanto a maior parte da produ\u00e7\u00e3o rural da regi\u00e3o \u00e9 baseada na floresta cultivada e campo nativo para cria\u00e7\u00e3o de gado, alguns produtores t\u00eam apostado na fruticultura.<\/p>\n<p>Nesta semana, O Fato inicia uma pequena s\u00e9rie de mat\u00e9rias que visa a mostrar hist\u00f3rias de agricultores que buscaram alternativas para diversifica\u00e7\u00e3o de culturas.<br \/>\nEsse \u00e9 o caso das produtoras Deise Moura, de Taba\u00ed, e Fl\u00e1via Bavaresco, de Taquari, que est\u00e3o satisfeitas com o cultivo de morango, iniciado h\u00e1 cerca de um ano. A fruta \u00e9 produzida o ano inteiro em estufas, que podem ser constru\u00eddas em pequenas \u00e1reas de terra. O pre\u00e7o de venda varia conforme a \u00e9poca do ano, ficando em cerca de R$ 20 o quilo para comercializa\u00e7\u00e3o direta ao consumidor.<\/p>\n<p><strong>No Campo do Estado, sete mil mudas<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ofatotaquari.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/GERAL-Produ\u00e7\u00e3o-de-Morangos-32.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-15068 alignleft\" src=\"http:\/\/ofatotaquari.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/GERAL-Produ\u00e7\u00e3o-de-Morangos-32-300x200.jpg\" alt=\"GERAL - Produ\u00e7\u00e3o de Morangos 32\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a>Depois que se aposentou, a veterin\u00e1ria Fl\u00e1via Pereira Bavaresco, 58 anos, iniciou um empreendimento em fam\u00edlia. Com ajuda dos filhos, Pedro e Lu\u00edsa, e do esposo Cl\u00f3vis Bavaresco, s\u00e3o produzidos, classificados e distribu\u00eddos dezenas de quilos de morango semanalmente. A estufa de 14 x 48 metros tem capacidade para sete mil mudas. \u201cA produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 diretamente relacionada com as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, a temperatura entre 13 a 26 graus e a umidade relativa do ar em torno de 60%. Oscila muito, j\u00e1 chegamos a colher 50kg por semana\u201d, relata Fl\u00e1via.<br \/>\nO cultivo iniciou em julho de 2019, sem a utiliza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos e defensivos agr\u00edcolas. As mudas devem ser trocadas pela fam\u00edlia quando completarem dois anos, para manter a produtividade em alta. Entre as dificuldades no cultivo, Fl\u00e1via considera o tempo necess\u00e1rio para a produ\u00e7\u00e3o, que chega a levar quatro horas di\u00e1rias s\u00f3 na colheita, classifica\u00e7\u00e3o e embalagem. \u201cColho segunda, quarta, sexta e s\u00e1bado. Seis horas da manh\u00e3 j\u00e1 tenho que estar na estufa, para n\u00e3o pegar um fruto quente. N\u00f3s colhemos e entregamos no mesmo dia\u201d, conta. Toda a produ\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia \u00e9 escoada em Taquari, em embalagens de 450 gramas. Encomendas s\u00e3o aceitas no n\u00famero (51) 99669-4007.<\/p>\n<p><strong>Em Taba\u00ed, morangos incrementam renda de fam\u00edlia na agricultura<\/strong><\/p>\n<p>Moradores da localidade de Lajeadinho, no interior de Taba\u00ed, o casal Deise Moura e Sirl\u00e9rio Ferreira, e os filhos Mateus, Vitor, Tiffany e Valentina, se dedicam ao cultivo de hortali\u00e7as h\u00e1 cinco anos. Desde junho de 2020, a fruticultura tamb\u00e9m foi implantada na propriedade. Em duas estufas de 7 x 24 metros, s\u00e3o produzidos cerca de 200 quilos de morango por m\u00eas. \u201cQuando eu comecei com a ideia de produzir hortali\u00e7as, muita gente dizia que n\u00e3o tinha como sustentar uma fam\u00edlia com isso, que o pequeno n\u00e3o tinha vez. Eu n\u00e3o dei ouvidos e comecei\u201d, lembra Deise. Toda a \u00e1rea plantada na propriedade tem cerca de meio hectare e a produ\u00e7\u00e3o representa em torno de 80% da renda da fam\u00edlia, j\u00e1 que Sirl\u00e9rio tamb\u00e9m trabalha fora da propriedade.<br \/>\nOs moradores de Taba\u00ed constru\u00edram duas estufas atrav\u00e9s de financiamento do Pronaf, com car\u00eancia inicial de tr\u00eas anos, e j\u00e1 est\u00e3o viabilizando a duplica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, com constru\u00e7\u00e3o de novas estufas, investimento proporcionado pelo pr\u00f3prio morango. \u201cQuando eu come\u00e7ar a pagar o financiamento das primeiras estufas, eu j\u00e1 estarei trabalhando com quatro\u201d, relata Deise. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 vendida, atrav\u00e9s das redes sociais Facebook e WhatsApp, em embalagens de um quilo. O escoamento \u00e9 nos munic\u00edpios de Taquari, Taba\u00ed e Canoas, onde Deise faz entregas. O contato da produtora \u00e9 (51) 99892-5922.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais<\/strong><\/p>\n<p>Segundo dados da Emater, do balan\u00e7o de 2019, Taquari tem 11 mil hectares de produ\u00e7\u00e3o rural, sendo a maior parte ocupado por floresta cultivada, campo nativo e arroz irrigado. A fruticultura representa 125 hectares, apenas 1% do total. A planta\u00e7\u00e3o \u00e9 de melancia, laranja, nogueira pec\u00e3, bergamota, uva, mel\u00e3o, p\u00eassego e morango. Na microrregi\u00e3o, que inclui Taba\u00ed, Paverama e Fazenda Vilanova, s\u00e3o mais 89,25 hectares na fruticultura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto a maior parte da produ\u00e7\u00e3o rural da regi\u00e3o \u00e9 baseada na floresta cultivada e campo nativo para cria\u00e7\u00e3o de gado, alguns produtores t\u00eam apostado na fruticultura. 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