{"id":12584,"date":"2020-05-01T13:02:44","date_gmt":"2020-05-01T13:02:44","guid":{"rendered":"http:\/\/ofatotaquari.com.br\/novo\/?p=12584"},"modified":"2020-05-01T13:02:44","modified_gmt":"2020-05-01T13:02:44","slug":"no-dia-do-trabalho-as-historias-de-quem-esta-no-fronte-da-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ofatotaquari.com.br\/ofato2\/no-dia-do-trabalho-as-historias-de-quem-esta-no-fronte-da-pandemia\/","title":{"rendered":"No Dia do Trabalho, as hist\u00f3rias de quem est\u00e1 no fronte da pandemia"},"content":{"rendered":"<p>Em v\u00e1rias partes do mundo , comemora-se hoje o Dia do Trabalho. Neste ano, especialmente, os profissionais de sa\u00fade s\u00e3o os mais lembrados por estarem \u00e0 frente do combate \u00e0 pandemia de Covid-19. Enquanto a maioria da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 orientada pelo isolamento para evitar a contamina\u00e7\u00e3o, eles est\u00e3o nos\u00a0 hospitais, longe das fam\u00edlias, esperando os pacientes para dar o tratamento adequado para a cura.<br \/>\nEm Taquari s\u00e3o mais de cem profissionais, entre a emerg\u00eancia do Hospital S\u00e3o Jos\u00e9 e as unidades de sa\u00fade, contando enfermeiros, m\u00e9dicos, t\u00e9cnicos de enfermagem e agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>A press\u00e3o para preservar as vidas<\/strong><\/p>\n<p>A enfermeira Maria Elisa Lopes Bastos, 39 anos, ter\u00e1 o Dia do Trabalho deste ano bem diferente. N\u00e3o porque est\u00e1 no plant\u00e3o, pois isto faz parte da rotina dela, mas pela responsabilidade decorrente da situa\u00e7\u00e3o. \u00c0 frente da enfermagem do Hospital S\u00e3o Jos\u00e9, ela conta que fica \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o em tempo integral o que a deixa apreensiva com o que est\u00e1 acontecendo na institui\u00e7\u00e3o. Trabalhar em tempo de pandemia tem sido desafiador e de grande aprendizado. \u201c\u00c9 bem complicado, pois existe uma vida onde tenho que ficar afastada da fam\u00edlia que \u00e9 quem nos d\u00e1 apoio nestas situa\u00e7\u00f5es\u201d. Por falar em fam\u00edlia, a tecnologia tem sido uma grande aliada. \u201cMeus pais s\u00e3o do grupo de risco. Minha m\u00e3e instalou um banquinho na porta de casa para poder ver os netos, que s\u00f3 v\u00e3o l\u00e1 de m\u00e1scara mesmo o contato sendo de longe. Tenho aderido a v\u00eddeo &#8211; chamada do WhatsApp e contato por telefone\u201d, conta. Morando com o marido e o filho de tr\u00eas anos, diz que teme levar o v\u00edrus para os pais e a fam\u00edlia de casa. \u201cIsso acaba me tirando o sono\u201d, afirma. Ela salienta que o fato de lidar com vidas gera uma press\u00e3o maior. \u201cNossa cidade est\u00e1 com um quadro bem grande de contaminados, ent\u00e3o temos que estar sempre ligados no que est\u00e1 acontecendo. Temos que ter todo o cuidado com o paciente e isso gera uma press\u00e3o pois \u00e9 da vida do pr\u00f3ximo que se trata\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Em busca do resultado final melhor poss\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p>O m\u00e9dico Vagner Rosa Bizarro, 42 anos, sente-se fazendo parte de uma engrenagem que visa a dar uma resposta \u00e0 altura que as pessoas merecem e esperam. \u201cN\u00e3o est\u00e1 sendo uma tarefa f\u00e1cil a nenhum dos envolvidos, mas estamos certos de que todos\u00a0 estamos dando o m\u00e1ximo de\u00a0 n\u00f3s para que o resultado final seja o melhor poss\u00edvel\u201d, destaca. Ele diz que o maior medo \u00e9 que os recursos do sistema de sa\u00fade saturem na regi\u00e3o e n\u00e3o haja disponibilidade de cuidados adequados para todos que precisem. \u201cSabemos que est\u00e1 havendo um esfor\u00e7o de toda a comunidade para que isto n\u00e3o ocorra, mas \u00e9 um receio que n\u00e3o podemos deixar de ter. At\u00e9 para n\u00e3o nos pegar desprevenidos e n\u00e3o nos permitir baixar\u00a0 a guarda, nos mantendo alertas\u201d, ressalta. Para ele, o mais angustiante neste momento \u00e9 n\u00e3o ter uma resposta certa para todas as d\u00favidas decorrentes da pandemia. \u201cMas, faz parte da nossa profiss\u00e3o termos que conviver com muitas incertezas. Talvez, at\u00e9 seja um dos aspectos mais\u00a0 motivadoras, a busca infinita por respostas para podermos dar a quem precise\u201d, diz. Por estar atuando em uma \u00e1rea de risco, \u00e9 preciso refor\u00e7ar o cuidado com a fam\u00edlia, o que tem sido feito por telefone e aplicativos de mensagens em rela\u00e7\u00e3o aos pais. \u201cEventualmente, para matar a saudade, os visitamos a dist\u00e2ncia. Ficamos na cal\u00e7ada e eles no p\u00e1tio de suas casas, para n\u00e3o termos contato pr\u00f3ximo e manter um distanciamento seguro para eles. Quanto \u00e0 minha esposa, como sua fam\u00edlia \u00e9 de outra cidade,\u00a0 fazemos apenas contato virtual\u201d, conta.<\/p>\n<p><strong>Cuidado redobrado ao chegar em casa<\/strong><\/p>\n<p>O t\u00e9cnico em radiologia Rodrigo Martins, 35 anos, diz que trabalhar na \u00e1rea da sa\u00fade \u00e9 muito gratificante e que tem redobrado o cuidado para preservar a fam\u00edlia. \u201cQuem falar que n\u00e3o est\u00e1 assustado acho que estaria mentindo. Trabalhando com sa\u00fade, temos que estar preparados para tudo e tomar todos\u00a0 os cuidados poss\u00edveis para n\u00e3o se contaminar com o v\u00edrus. At\u00e9 o momento n\u00e3o me isolei da fam\u00edlia e tomara n\u00e3o precisar, mas se aumentar muito o n\u00famero de casos no hospital, n\u00e3o ter\u00e1 outro jeito\u201d. Rodrigo conta que, ao chegar em casa, coloca toda a roupa para lavar direto, corre para o banho, limpa o cal\u00e7ado com \u00e1gua sanit\u00e1ria. \u201cAcho que o maior medo de quem trabalha na sa\u00fade nesse momento \u00e9 contrair o v\u00edrus e passar para um familiar. Ent\u00e3o, todo cuidado com higieniza\u00e7\u00e3o, tanto em casa como no hospital, \u00e9 fundamental neste momento\u201d, ressalta. Para o profissional da sa\u00fade, \u00e9 importante ouvir o apelo das autoridades de sa\u00fade. \u201cEssa pandemia nos deixou encurralados, pois at\u00e9 o momento n\u00e3o tem a cura e, infelizmente, muitos est\u00e3o levando na brincadeira. S\u00f3 quem teve contato com alguns pacientes sabe o poder que esse v\u00edrus tem. Em quest\u00e3o de horas o quadro pode se agravar e muito.\u00a0 Ent\u00e3o fica o pedido para ficar em casa! Se tiver que sair, use m\u00e1scara, lave sempre bem as m\u00e3os, com a uni\u00e3o de todos\u00a0 ,\u00a0 vamos sair dessa mais fortes.\u201d<\/p>\n<p><strong>O pedido que vem dos netos: Fique em casa<\/strong><\/p>\n<p>A fam\u00edlia da t\u00e9cnica em enfermagem, Rute In\u00e1cia Horn Porto, 60 anos, tamb\u00e9m refor\u00e7ou o pedido para as pessoas ficarem em casa. Os netos Erick, Gabriel e Pedro, fizeram cartazes e colocaram nas redes sociais. \u201c\u00c9 um momento dif\u00edcil mas temos que ter coragem para enfrentar este mal. Estamos aqui para ajudar o pr\u00f3ximo da melhor maneira poss\u00edvel sem interessar a\u00a0 quem\u201d, ressalta Rute, que v\u00ea os filhos, netos e noras apenas por v\u00eddeo-chamadas. \u201cNeste dia 1\u00ba vou trabalhar fazendo o que gosto. Ser\u00e1 diferente por n\u00e3o poder me encontrar com filhos, noras e netos. Pe\u00e7o a todos que fiquem em casa por n\u00f3s, porque aqui (no hospital) n\u00f3s vamos fazer por voc\u00ea. N\u00e3o quero perder ningu\u00e9m da minha fam\u00edlia\u201d, destaca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em v\u00e1rias partes do mundo , comemora-se hoje o Dia do Trabalho. Neste ano, especialmente, os profissionais de sa\u00fade s\u00e3o os mais lembrados por estarem \u00e0 frente do combate \u00e0 pandemia de Covid-19. 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