Posto de Saúde de Júlio de Castilhos é reaberto

O prefeito André Brito, o secretário de Saúde, Luís Porto, equipe da Prefeitura, vereadores e comunidade local participaram na manhã de sexta-feira, 18 de setembro, da cerimônia de reabertura do Posto de Saúde Carmelito Marques Cardoso.

Na ocasião, também foi realizada a entrega de títulos de registro de propriedade da escola e da Associação de Moradores da localidade.
A obra de reforma do posto iniciou em 30 de outubro de 2024 e foi concluída em 29 de maio deste ano, com recursos próprios do município. De acordo com informações repassadas pela Prefeitura, a demora para a inauguração ocorreu porque faltavam alguns equipamentos de informática, necessários para prestar as informações ao sistema de saúde.
A reforma contemplou um prédio de 66 m², com sala de recepção, consultório médico, sala de enfermagem, banheiro e demais infraestruturas necessárias ao atendimento da população. Conforme a administração, as intervenções incluíram a instalação de nova cobertura, pintura dos ambientes, substituição de portas e renovação das instalações elétricas e hidráulicas. O investimento nas obras foi de R$ 64.203,86. Em móveis e equipamentos chegam a R$ 80 mil, totalizando R$ 142.403,86.
A agricultora e funcionária da escola da localidade, Elisete Cardoso, estava presente na cerimônia e comemorou a conquista da comunidade. “Ter novamente esse espaço de atendimento significa mais cuidado, acolhimento, dignidade e acesso à saúde para nossas famílias. É um serviço essencial, que faz a diferença principalmente para aqueles que mais precisam”, disse ao jornal. Elisete é filha de Carmelito, agricultor que dá nome ao posto. “Esse gosto pelo trabalho em comunidade é herança dele”, acrescentou a agricultora.

Quem foi Carmelito Marques Cardoso

Carmelito Marques Cardoso nasceu a 10 de janeiro de 1931, em Taquari, e viveu toda a sua vida no Povoado Júlio de Castilhos. Casou-se com Dolores da Silva Cardoso, com quem teve duas filhas, Nildete e Elisete, 1 neto, 4 netas e uma bisneta.
Foi agricultor de profissão, e revelou desde cedo um espírito empreendedor. Em 1963, montou uma atafona na sua propriedade, onde passou a processar a sua produção agrícola e a de muitos vizinhos. Produzia farinha de mandioca e polvilho, atividade que exerceu com paixão até 2002.
De acordo com a família, a sua visão de futuro levou-o a tornar-se um dos primeiros sócios da Certaja na localidade. “Contribuindo de forma decisiva para a chegada da energia elétrica à comunidade. Este feito foi essencial para o desenvolvimento econômico e para a melhoria da qualidade de vida de todos os residentes”, revelou Elisete.
Quando as atividades do antigo posto de saúde, que funcionava junto à Escola Júlio de Castilhos, foram encerradas, nos anos de 1990, o senhor Carmelito, inconformado com a situação da falta de atendimento no interior, incentivou um movimento comunitário que visava à reabertura da unidade. De acordo com a família, ele faleceu em 2002 e, no ano seguinte, a comunidade começou a lutar pelo serviço de saúde na localidade, que culminou com a inauguração de uma nova Unidade de Saúde em 2007.

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