A equipe do Pinheiros sagrou-se campeã da categoria Sub-18 da 10ª edição da Copinha, realizada em Taquari, após uma campanha marcada por jogos equilibrados, bom nível técnico e grande participação do público. As finais da competição ocorreram na terça-feira, 13 de janeiro, no Estádio do Pinheirão, que recebeu expressivo número de torcedores ao longo de todo o torneio.
A Copinha reuniu jovens atletas, com idades entre 14 e 18 anos, que entraram em campo em busca da realização de sonhos e da afirmação no futebol. Durante os dias 8 a 13 de janeiro, a competição movimentou a cidade, com partidas disputadas lance a lance, demonstrando técnica, intensidade e espírito esportivo.
Após uma série de confrontos, oito equipes garantiram vaga nas finais realizadas na terça-feira. Na decisão da categoria Sub-18, o Pinheiros, de Taquari enfrentou a equipe do Distrito Córdoba, da Argentina. No tempo regulamentar, o duelo terminou empatado em 0 a 0. A definição do campeão ocorreu nas cobranças de pênaltis, quando a equipe taquariense levou a melhor, vencendo por 4 a 3, resultado que desencadeou uma grande festa no Pinheirão.
Na categoria sub-16, a equipe Seleccion Élite, de Códoba, Argentina venceu a final de 3 a 0 do Greminho de Cruz Alta, de Cruz Alta. Na sub-15, a Equipe Fera, de Montenegro venceu de 2 a 0 a AA Macleres, de Júlio de Castilhos. Na categoria sub-14, a Academia Tricolor, de Júlio de Castilhos empatou com a Escola Pinheiros Duttra, de Taquari, no tempo regulamentar. A definição foi nos pênaltis, quando o Academia Tricolor venceu de 4 a 2 a Escola Pinheiros Duttra.
Durante toda a competição, o estádio contou com bom público, evidenciando o interesse da comunidade pelo futebol de base. Os jogos foram realizados nos estádios do Juventude, São José, Taquariense, CT Pinheiros/Duttra e Pinheirão, enquanto as delegações ficaram alojadas nas escolas EMEF Osvaldo Ferreira Brandão, EMTI Pedro Pereira Machado, EMEF Emílio Schenk, EMTI La Salle, EMEF Timóteo Junqueira dos Santos, EMEI Paulo Freire, EMEI Darcy Ribeiro, EEEF Nardy de Farias Alvim, EEEF Menezes Costa, EEEF Barão de Antonina, EEEF Barão de Ibicuí. IEE Pereira Coruja e EEEF Leite Costa. Também no Clube Amor Integração, sede da AABB e Ginásio de Esportes José Fritz Machado. Ao todo, participaram da Copinha 22 equipes, sendo elas: AA Macleres, AC Garotos da Lagoa, Academia Tricolor, Associação C18, Bandeirante RFC, Distrito Córdoba, EC Novo Hamburgo, EC Pelotas, EC Pinheiros, EC São José, Escola Pinheiros Duttra, GE Municipal, GE Taquariense, Greminho Cruz Alta, Juventude Metropolitano, ONG Porto da Vila, Prata da Casa, Projeto Fera, SC São Paulo, Selección Elite, SER Caxias e Sportivo Punilla.
Pinheiros conquista o quarto título da Copinha
Com a conquista de 2026, o Pinheiros chega ao seu quarto título na história da Copinha. A equipe já havia sido campeã em 2017, na categoria Sub-15, em 2018, na categoria Sub-18 e, em 2024, na categoria sub-15. Com o novo título, o clube torna-se bicampeão da categoria Sub-18, reforçando sua tradição e força no futebol de base.
Sobre a final, pode-se destacar a boa atuação da equipe comandada pelo professor Dutra. O time apresentou uma defesa bem organizada e um futebol objetivo. O meio-campo foi um dos setores mais elogiados pelos presentes, com forte marcação, jogadas rápidas e troca de passes de primeira. O ataque criou boas oportunidades, mas não conseguiu balançar as redes no tempo normal. Nas penalidades, a equipe demonstrou personalidade, convertendo suas cobranças com segurança e garantindo o título.
O elenco campeão
Nayery, Samuel, Vinicius, Davi, Frederico, Rodolfo, Vitor, Arthur, Yarlei, Isaque e Gustavo, além de Derick, Nicolas, Gustavo Marafon, Guilherme Martins, Luis Antônio, Antônio, João Victor Medeiros e Lucas Feitoza.
Apoio e organização
A realização da 10ª Copinha contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Taquari, que auxiliou na cedência de locais para hospedagem, auxílio na preparação de alimentos, servir e limpar o refeitório e liberação dos campos para os jogos. A Prefeitura repassou, através de projeto de lei, o valor de R$ 22 mil para ajuda de custos da Copa
Cada equipe foi responsável pelo transporte de sua cidade até Taquari, bem como dentro da cidade durante o torneio.
A alimentação ficou por conta da empresa organizadora Planeta Bola, seja na contratação de mão de obra, alugando o salão do Pinheiros, bem como a compra da matéria- prima. Também foi responsável pelo pagamento da arbitragem.
A organização do evento avaliou a competição de forma positiva, destacando o nível técnico das equipes, o comportamento disciplinar dos atletas e a participação do público. Rubens Andrade Dias, do Planeta Bola, ficou satisfeito com o evento esportivo. “É com imensa satisfação que encerramos a 10ª Copa Taquari. Sem medo de errar, esta foi a melhor edição de toda a nossa história. Alcançamos um nível de excelência técnica e organizacional que coloca o evento em um novo patamar no cenário esportivo regional”, declarou ao jornal.
“Embora estejamos celebrando o sucesso do presente, é fundamental olhar para trás com respeito, porque esta edição só foi possível por causa das nove anteriores, onde cada desafio superado no passado serviu de degrau para o nível de profissionalismo que entregamos agora. Não desprezamos o caminho; nós o celebramos como o alicerce de tudo”, salientou Rubens.
Para o organizador, um dos grandes diferenciais deste ano foi o “sangue suor e lágrimas” da sua equipe. “O empenho dos servidores e colaboradores foi além do esperado, também a condução ética e organizada do evento garantiu que o foco permanecesse onde deveria estar: no esporte e na integração social”, disse.
Na opinião de Rubens, a Copa Taquari, agora, cruza a fronteira da sua primeira década. Nosso foco para os próximos anos é a consolidação do legado, em continuar transformando a vida dos jovens através do futebol e evoluir em infraestrutura e visibilidade para atrair ainda mais talentos. Estamos felizes e realizados. Saímos desta 10ª edição com a alma lavada e a certeza de que a Copa Taquari não é mais apenas um torneio, mas um patrimônio da comunidade de Taquari”, concluiu.
O prefeito André Brito, pai de Rodolfo, jogador do Pinheiros, considerou a copa sensacional, com integração e combatividade. “E o mais importante, a valorização da imagem de Taquari no cenário esportivo do RS”, comemorou o prefeito.
Os vencedores
O jornal O Fato conversou com os técnicos, dirigentes e atletas que contribuíram para o sucesso do evento. Antônio Carlos Dutra, técnico do Pinheiros sub-18, considerou a vitória do Pinheiros muito significativa. “Vínhamos há quatro anos fazendo um ótimo trabalho, inclusive na FGF, com bom rendimento, porém, sem a garantia de campeão. Para Copinha, fizemos um time misto, entre atletas de Taquari, formados na nossa escola, e algumas contratações, indicadas pelo Léo Martins, que deram muito certo. Hoje a conquista veio na Copa Taquari, uma competição valiosa que não para de crescer. Ganhamos de forma invicta. Com direito a goleador e goleiro menos vazado”, salientou Antônio Carlos.
O goleador do Pinheiros foi Yarlei Renato da Silva, com a marcação de sete gols. Natural de Boqueirão do Leão, Yarlei considera ser artilheiro da Copinha, motivo de orgulho. “Cada gol foi fruto de trabalho, sacrifício e muita dedicação. Nada disso seria possível sem o apoio dos meus companheiros, comissão e de todos que acreditaram em mim”, afirmou o jogador.
O goleiro menos vazado do Pinheiros, Nayéry Gallas, natural de Fazenda Vilanova, não tomou nenhum gol. Para ele, entre tantas conquistas pessoais e coletivas, ele considera essa a mais especial. “Nosso grupo teve uma união enorme dentro e fora de campo, a diretoria foi excepcional conosco, nos cedeu uma grande estrutura! E quando juntamos o trabalho, força de vontade e irmandade verdadeira não tem como ter erro. O E.C Pinheiros e o mister (Antônio Carlos) mereciam esse título. Fizemos por merecer e Deus criador, nos cedeu o título de vencedor”, salientou. O jogador também fez agradecimentos. “Fica aqui meu agradecimento ao Antônio Carlos Dutra, Igor Brito, André Brito e Everton Porto”, elencou.
A Academia Tricolor, de Júlio de Castilhos venceu a categoria sub-14 e para o proprietário da escola de futebol e treinador da equipe na competição, Jonathan Antônio Celi, foi uma conquista muito celebrada. “Afinal era uma competição de alto nível. É muito gratificante ver que todo o esforço dos pais, atletas e comissão técnica foi recompensado com o título frente a um grande adversário. A competição foi muito bem organizada, a estrutura de campos, alojamento e alimentação atenderam a todas as expectativas. Vieram equipes tradicionais de diversos locais, proporcionando um alto nível técnico nos jogos”, disse. Ele ainda lembrou a fala antes da final do atleta Pablo Burgin dos Santos, de 13 anos, camisa 5 da equipe. “Para Deus nada é impossível”.
O treinador da Equipe Fera, de Montenegro, Felipe Quevedo de Souza, foi o vencedor na categoria sub-15. “Foi algo muito importante, principalmente pra esses meninos, eles merecem, são dedicados e comprometidos!”, frisou.
O capitão do time, Victor Vergas disse que foi uma semana de muitos desafios. “Fui com medo e teve momentos muito cansativos. Mas, sempre com a esperança e expectativa de sairmos vencedores. Tivemos 6 grandes jogos difíceis, mas saímos com a vitória. Sinto uma alegria imensa ter representado a escola do Fera juntamente com a minha equipe, incluindo professores e colegas”, falou ao jornal.
O técnico Dante Banó, da equipe Seleccion Élite, de Córdoba Argentina, vencedor na categoria sub-16 disse ao jornal O Fato que o campeonato foi muito exigente. “Fomos do menor ao favorito e, na verdade, foi excelente toda a organização e tudo o que nos entregaram, obviamente que tivemos um bom papel e um bom desempenho do menos favorito ao favorito e com um bom jogo chegamos ao final e pudemos ganhar”, disse Dante.
O jogador do time, Kevin Bustor, considerou o torneio lindo. “Fomos muito bem recebidos, há uma grande competência no torneio. Sempre fazemos novas amizades e estou muito feliz de poder representar Argentina e ser campeão”, comemorou.
O taquariense Pedro Henrique Duarte do time EC Pinheiros, foi o artilheiro na categoria sub-16, fazendo 5 gols em 5 jogos. “Foi uma satisfação imensa, consegui fazer gols todos os jogos e minha equipe me apoiou em cada um, sem as pessoas que depositaram sua confiança em mim não seria possível”, revelou ao jornal.
Cleverson Rosário é treinador do time Associação Esportiva C18, de Cachoeira do Sul, que perdeu na final para o Pinheiros, na categoria sub-18. Sobre a experiência na Copinha, ele considerou muito boa. “Sempre motivo de orgulho e satisfação ver esses jovens buscando um espaço no futebol através das copas de verão, em especial, a Copa Taquari”, disse.
Comércio
Marcus Vinícius Maassen Hackmann, proprietário da Family Burguer vê de forma positiva o evento para a cidade. “A cidade carece muito deste tipo de evento, que traga gente de fora e fomente o desenvolvimento do comércio local. Temos um comércio alimentício fortíssimo em quesitos de qualidade e de capacidade para atender grandes públicos. A Copinha é algo que sempre nos ajuda”, destacou Vinícius.
Cristiano Ely, do mercado Isabela acredita que durante a Copinha, seu movimento chegou a aumentar 5 a 6%. “Para nós foi muito bom. Todo dia tivemos movimentação deles aqui no mercado fazendo compras. Para mim acho muito bom, movimenta vários setores da cidade, principalmente o da alimentação, sempre é bom, é uma venda extra que temos”, frisou Cristiano.

