A CDL de Taquari/Tabaí promove o IV Congresso de Negócios no dia 23 de abril, com objetivo de fomentar o empreendedorismo, inovação e networking. O evento conta com palestras, focadas em inteligência artificial nos processos de negócios, varejo, conquista de clientes e atendimento, destacando a palestra de Leandro Karnal, que abordará a direção emocional na era do trabalho. Os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympala e o evento será realizado no Retatec.
Nesta edição, o jornal O Fato traz uma entrevista com o diretor de pesquisa e desenvolvimento na HP, professor de pós-graduação, Alan R. Santos, que abordará, no congresso, as ferramentas na inteligência artificial nos negócios. Confira a entrevista e a programação completa do evento.
Alan abordará os agentes de inteligência artificial nos processos de negócios
Alan R. Santos é líder de tecnologia com mais de 15 anos de experiência em empresas da Fortune 100, liderando portfólios de software e infraestrutura globalmente distribuídos nas regiões Américas, Europa e Ásia. Doutor em Ciência da Computação, autor de diversos artigos e apresentações em conferências internacionais. Atualmente, diretor de pesquisa e desenvolvimento na HP, e professor de pós-graduação.
O Fato – O que são agentes de inteligência artificial?
Alan R. Santos – Agentes de inteligência artificial são ferramentas práticas, que ajudam empresas de todos os tamanhos a trabalhar melhor, com mais agilidade e foco no que realmente importa para os negócios. Uma forma simples de entender é pensar neles como assistentes digitais especializados, que podem realizar tarefas completas. Por exemplo, imagine um agente em uma empresa que acompanha automaticamente os e-mails de pedidos de clientes. Ele lê a mensagem, identifica o que foi solicitado, confere no sistema se há estoque e responde ao cliente com a confirmação, sem necessariamente ter intervenção humana.
OF – Como as empresas podem ter acesso aos agentes?
ARS – Atualmente, o acesso a agentes está muito mais fácil do que há alguns anos. As empresas podem utilizá-los de três formas principais: por plataformas prontas, oferecidas por grandes empresas de tecnologia, que disponibilizam agentes configuráveis; integrados a softwares existentes, como sistemas de atendimento, vendas, finanças ou RH; desenvolvidos sob medida, quando a empresa tem necessidades específicas e trabalha com equipes técnicas ou parceiros especializados. Neste contexto, não é preciso “criar uma IA”. Existem soluções que podem ser adaptadas à realidade de cada negócio. Uma pequena empresa pode contratar um serviço de atendimento automatizado baseado em IA, configurar algumas regras básicas e, em poucos dias, ter um agente respondendo perguntas frequentes no WhatsApp.
OF – Como os agentes podem auxiliar nos negócios?
ARS – Os agentes ajudam os negócios principalmente em três frentes: produtividade, qualidade e escala. Eles podem assumir tarefas repetitivas, analisar grandes volumes de dados rapidamente, e funcionam 24 horas por dia. Isso libera as pessoas para atividades mais estratégicas e criativas, além de ajudar a reduzir erros e custos. Na prática, os agentes não substituem equipes, eles trabalham como apoio, aumentando a eficiência dos times.
Em uma área financeira, um agente de IA pode analisar notas fiscais, identificar despesas fora do padrão e alertar o supervisor. O profissional humano continua tomando as decisões, com informações catalogadas e organizadas, economizando horas de trabalho manual.

