O jornal O Fato solicitou ao diretor do Serviço Central de Proteção ao Crédito da CDL de Taquari/Tabaí, Tiago Klein Viana, informações e análise sobre a inadimplência no comércio, nos meses de janeiro e fevereiro, entre os anos de 2023 e 2026.
De acordo com Tiago, o levantamento com base nos dados do SCPC da CDL Porto Alegre aponta que o índice de inadimplência das pessoas físicas em Taquari e Tabaí apresenta tendência de crescimento quando analisado o comportamento dos meses de janeiro e fevereiro nos últimos anos.
Em 2023, o índice registrado em fevereiro foi de 28,25% em Taquari e 26,98% em Tabaí. Já em 2024, os indicadores passaram para 29,72% em Taquari e 29,24% em Tabaí. “Evidenciando um avanço gradual no nível de endividamento das famílias”, explicou Tiago.
Conforme o diretor, a elevação tornou-se mais expressiva em 2025, quando o índice atingiu 32,68% em Taquari e 31,88% em Tabaí. “Consolidando a tendência de crescimento observada também em âmbito estadual e nacional”, disse Tiago ao jornal.
Os dados mais recentes, referentes a janeiro de 2026, indicam que o movimento ainda persiste. O índice chegou a 33,97% em Taquari e 31,39% em Tabaí. No mesmo período, o Rio Grande do Sul registrou 36,07% e o Brasil 34,15% de inadimplência.
Conforme Tiago, apesar da elevação ao longo dos últimos anos, Taquari e Tabaí seguem apresentando índices de inadimplência inferiores às médias do Estado e do país, indicando que, embora exista pressão sobre o orçamento das famílias, o nível de endividamento local ainda se mantém em patamar relativamente mais baixo.
“Um dos principais fatores que explicam o avanço da inadimplência é a deterioração da renda das famílias, associada ao patamar ainda elevado das taxas de juros, que encarece o crédito e reduz a capacidade de pagamento da população”, acrescentou o diretor.


