Árvore caída na Lagoa será retirada pela Prefeitura

A Prefeitura anunciou, nesta semana, a retirada da árvore caída dentro da Lagoa Armênia, alegando que o tronco está em avançado estado de deterioração, oferecendo riscos à segurança dos visitantes e ao meio ambiente local. A informação causou uma comoção nas redes sociais, despertou lembranças afetivas e até protestos.

A professora aposentada Susana Costa, 67 anos, falou ao jornal O Fato sobre um severo temporal, em setembro de 1976. Susana lembra que seu filho mais velho, Cássio Costa da Silva, hoje com 49 anos, tinha seis meses no dia da tempestade, deixando-a apreensiva. “Foi terrível, depois que passou a gente saiu nas ruas, eram telhados, árvores, pelas ruas”, recorda. Conforme Susana, foi nesta data que a árvore que ficava às margens da Lagoa Armênia caiu, ficando com o tronco sobre a água, mas ainda com raízes no solo.
A professora morava na rua Leandro Ribeiro, perto do Bar Gaúcho, mas visitava a sogra, Nair Fonseca, que morava próximo à lagoa. “E a gente sempre ia para a lagoa, conversar, tomar chimarrão”, lembra.

A foto de 1978

A funcionária pública estadual aposentada, Maria Maxemina Borguetto Capelão, 64 anos, relatou ao jornal que quando saiu da sua cidade natal, Boqueirão do Leão, e foi morar em Taquari, em 1977, para trabalhar no Hospital São José e estudar, a árvore já estava caída. ‘A árvore era linda, enorme, assim caída. Me encantei com a lagoa, nunca tinha visto um lugar tão lindo. Como trabalhei no hospital, na hora do intervalo, nós íamos nos sentar na sombra das árvores”, narrou Maria Maxemina.
Impressionada com a beleza do local, a aposentada começou a tirar muitas fotografias na lagoa. Em 1978, com 17 anos, posou para uma foto com as amigas em cima do tronco e galhos da árvore caída. Na foto, de calça vermelha e blusa amarela, está Maria Maxemina, no meio Damásia Ribeiro (in memoriam) e Sônia Cunha.
Entre as fotos na lagoa, a aposentada tem também do dia do seu casamento, em 1982. “Casei aqui em Taquari, adotei a cidade para viver, amo essa lagoa”, disse. Maria casou com José Luiz Moraes Capelão e tem dois filhos, Guilherme Borguetto Capelão e Bruna Borguetto Capelão.

Os protestos e ideias

Nas redes socais, a informação da retirada da árvore gerou certa comoção e muitos não gostaram. Alguns dizem para cercar o local e deixar que a natureza siga seu rumo. Outros sugerem que seja colocado uma placa e seja construído um trapiche para marcar o lugar em que estava a árvore caída. Outros lembraram que as tartarugas perderão o tronco onde tomavam sol. Entretanto, a Prefeitura afirmou que a ação é para dar segurança aos visitantes e à natureza.

RECENTES

CATEGORIAS

ASSINATURA

Assine o jornal O Fato e receba diretamente no WhatsApp as principais notícias, reportagens exclusivas e tudo o que acontece no Vale do Taquari. Informação de qualidade, no seu dia a dia!

© 2025 O Fato. Todos os direitos reservados.