Na tarde de sexta-feira, 29 de agosto, foi realizada a Caminhada da Inclusão, com a participação de diversas escolas e entidades, na rua 7 de Setembro, Centro. A caminhada é um evento anual, dentro da programação da Semana da Pessoa com Deficiência. Um dos objetivos é unir entidades em prol da causa e chamar a atenção para a questão.
Aline Pereira acompanhou a caminhada do filho Davi Pereira Junqueira, 6 anos, com autismo e aluno da Escola Osvaldo Ferreira Brandão. Para a mãe, o evento é muito importante. “O mundo precisa ter mais respeito com as crianças com deficiência, isso é muito importante. Cada pessoa sabe que cada deficiência tem seu jeito”, diz Aline. “Mas todos tem um amor puro”, completa.
Para a diretora da Apae, Nilvana Lazzarini Machado, a caminhada reuniu uma quantidade significativa de pessoas. “E, como em todos os anos, recebemos muito carinho por parte da comunidade, principalmente do comércio da rua 7 de Setembro, que recebe este movimento com muito respeito e carinho pela causa”, destacou.
Segundo a diretora da Apae, a semana da pessoa com deficiência é uma grande oportunidade de avaliação das políticas existentes. “E a busca incessante por consolidação destas políticas, que são sempre insuficientes frente à demanda existente”, revela.
Necessidade de serviços de atendimento
Sobre a realidade das políticas públicas para atendimento de pessoas com deficiência, Nilvana explica a importância de oportunidades de terapia. “Quanto mais cedo uma criança tiver a oportunidade de ser tratada, melhor será seu prognóstico. Atualmente, pela grande demanda por atendimentos nas mais diversas áreas, nem todas as pessoas estão conseguindo ter acesso a esse tratamento, o que certamente irá prejudicar seu desenvolvimento”, relata a diretora.
Conforme Nilvana, há falta de profissionais, principalmente nas áreas de fonoaudiologia e terapia ocupacional, e ainda o alto custo do tratamento é um problema a ser enfrentado pelas famílias.
Quanto ao serviço público, especificamente de fonoaudiologia, é oferecido no posto da Léo Alvim Faller. Nilvana afirma que há uma lista de espera para esses atendimentos. A Apae está sem o profissional de fonoaudiologia.
A diretora explica que a demanda por tratamento com fonoaudiólogo vem de pessoas com transtorno do espectro autista e a comunicação é fundamental para o desenvolvimento deste sujeito. “A comunicação é o aspecto central no desenvolvimento e na inclusão social dos indivíduos. Além de diminuir comportamentos desafiadores, que muitas vezes vem da frustração de não conseguir se comunicar”, salienta.
O que diz a Prefeitura
Sobre as filas de espera para consultas de fonoaudiologia e terapia ocupacional, na manhã de ontem, a prefeitura emitiu a nota. “Há uma lista de pacientes de procedimentos eletivos e outra de urgência. Todos os pacientes estão sendo chamados por ordem de data de solicitação na Secretaria da Saúde.”

