Taquari fecha primeiros sete meses do ano sem registro de assassinatos

Taquari encerrou os primeiros sete meses de 2025 sem registros de assassinatos no município. Isso não ocorria desde 2014, último ano em não houve mortes com violência na cidade de janeiro a julho. Taquari fechou aquele ano com o registro de três homicídios.

Em 2024, nos primeiros sete meses, foram registrados três homicídios em Taquari, dois em janeiro e um em fevereiro. Em 2023, outros três assassinatos foram cometidos no município nos primeiros sete meses do ano, um em janeiro, um em março e um em abril. Em 2022, dois assassinatos foram registrados em Taquari entre janeiro e julho, ambos em fevereiro. Em 2021, no mesmo período, houve um homicídio em Taquari, em maio. E em 2020, nos primeiros sete meses, também foi registrado um assassinato, em junho daquele ano. Desde 2002, quando iniciou a divulgação desses números pela Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS), o último ano em que não houve registro de morte com violência em Taquari de janeiro a julho foi em 2014, quando foram cometidos três assassinatos no município.
Conforme a delegada Betina Martins Caumo, um dos principais motivos da queda do número de homicídios no período “foi a aplicação do protocolo de dissuasão focada, especialmente a partir dos crimes contra a vida ocorridos no segundo semestre de 2024. A integração dos órgãos de segurança pública para reduzir a criminalidade, priorizando combate e apuração de crimes contra a vida, com adoção de protocolos que dificultem a repetição, tem sido um norte do trabalho das forças de Segurança Pública.”
Com relação ao número total de mortes com violência por ano, desde 2002, os anos de 2024 e 2022 foram os que mais assassinatos foram cometidos em Taquari, sete em cada ano.
Taquari não registra assassinato desde o dia 18 de dezembro de 2024.

Em 2025, Taquari teve três tentativas de homicídio

Se não houve assassinatos em 2025 em Taquari, nos primeiros sete meses do ano foram registradas três tentativas de homicídio no município, em duas ocorrências distintas. Um dos inquéritos já foi concluído e remetido ao Judiciário, enquanto o outro segue em andamento.

O caso mais recente foi na noite do dia 16 de junho, quando um jovem, de 23 anos, foi vítima de uma tentativa de homicídio, próximo à rodovia Aleixo Rocha da Silva. O rapaz estava caído, no meio da rua, na TK 45, e apresentava marcas de disparos de arma de fogo. Ele foi socorrido e levado ao Hospital São José, contudo, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferido para outro hospital.
A respeito deste caso, a delegada Betina Martins Caumo disse que o inquérito segue em andamento, e a Polícia Civil aguarda resultados de perícias diversas solicitadas. Segundo a delegada, os dois únicos suspeitos do crime, de 26 e 37 anos, ambos naturais de Taquari, tiveram suas prisões preventivas decretadas, contudo, seguem foragidos. Ainda conforme a delegada, a motivação do crime seria por “desavenças oriundas do pertencimento de todos a uma determinada facção criminosa”.
O rapaz de 26 anos, além dos antecedentes por tráfico, associação para o tráfico, receptação, ameaça, fuga de local de acidente e adulteração de sinal de veículo automotor, responde pelo homicídio de Guilherme Mariano Pereira, 25 anos, morto a tiros na madrugada do dia 15 de novembro de 2023, na rodovia Aleixo Rocha, bairro União, em Taquari. Ele chegou a ser preso por este crime, mas obteve o direto de responder em liberdade. O suspeito de 37 anos tem antecedentes por tráfico (fora do Estado), ameaça, estelionato e furto.
O outro caso ocorreu no dia 5 de abril, em um ponto comercial, na avenida Lautert Filho, quando dois homens, de 41 e 44 anos, teriam atentado contra a vida de dois seguranças de baile, de 32 e 47 anos, após o encerramento de uma festa, em uma briga. De acordo com a delegada, na confusão “houve dois disparos dentro do estabelecimento, além de golpes violentos com faca de grande porte e coronhadas nas vítimas, tudo isso na presença de diversas pessoas que se encontravam no local, colocando em risco a integridade física de todos.”
Os dois suspeitos foram indiciados por tentativa de homicídio qualificado, por motivo torpe e uso de meio que gerou perigo comum. Os suspeitos encontram-se foragidos desde o dia 17 de abril de 2025, quando a Justiça local decretou a prisão preventiva de ambos.

Polícia investiga um homicídio cometido em 2024

Dos sete homicídios registrados em Taquari em 2024, a Polícia Civil ainda trabalha para elucidar a morte de William da Silva Pereira, 33 anos, assassinado a tiros dentro de sua casa, na rua Cecília Dória Labres, no bairro Caieira, no dia 18 de dezembro. Outros três casos, de Odemar Oliveira, o Nena, 55 anos, assassinado a tiros na rua do Tanino, bairro Caieira, no dia 24 de setembro, o de Gilberto Bergamaschi Júnior, 30 anos, morto, também a tiros, na avenida Farrapos, bairro Coqueiros, no dia 21 de setembro, e o de Carlos Alberto de Almeida, 39 anos, assassinado a tiros, na rua João Pessoa, bairro Praia, no dia 26 de fevereiro, foram remetidos ao Poder Judiciário sem indiciamento dos envolvidos em razão da insuficiência de provas. Segundo a delegada, “os fatos chegaram a ser esclarecidos, foram obtidas informações de autoria e motivação mas, para fins de responsabilização criminal, não se logrou êxito na produção de prova robusta.”
Nos demais três casos do ano passado, a Polícia Civil identificou os suspeitos dos crimes. Apontado como autor do homicídio de Rogério da Silva Politta, 52 anos, no dia 27 de janeiro, com vários disparos de arma de fogo, na TK 9, no bairro Pinheiros, um menor, hoje com 17 anos, foi recolhido à Fundação de Atendimento Socioeducativo (FASE).
Um homem de 47 anos, apontado como autor do homicídio de Thomaz Eduardo Abreu da Silva, de 15 anos, no dia 27 de janeiro, na localidade de Aterrados, encontra-se foragido.
E uma mulher, de 57 anos, suspeita da morte de Antônio Solferino Machado de Godoy, o Borgueti, 58 anos, no dia 26 de setembro, na rua Euclides da Cunha, bairro Colônia 20, no Tinguité, encontra-se presa desde o dia 9 de outubro. Conforme apurou a investigação, a mulher teria matado Borgueti e, após, ateado fogo em sua residência. Segundo a Polícia Civil, no corpo da vítima havia marcas de golpe de faca na região torácica. Além disso, segundo a Polícia Civil, os testículos da vítima também foram cortados. A mulher deve ir a júri popular no próximo dia 28 de agosto.

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