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Escassez de crisântemos para a data dos finados

A pandemia de coronavírus afetou também o Dia de Finados. Neste ano, a oferta de flores naturais está menor, especialmente de crisântemo, um dos preferidos para a data. Conforme os vendedores, houve redução na produção e, consequentemente, o aumento no preço.
No início da pandemia, em março, toneladas de flores foram descartadas porque as vendas caíram a zero, em decorrência das medidas de isolamento social. Nos meses seguintes, ocorreu o aumento na procura, mas como são necessários, pelo menos, seis meses, os produtores procuraram garantir a venda negociando à vista. A proprietária da distribuidora de plantas e flores, Müller e Fell, de Pareci Novo, Tânia Muller, diz que, no início da pandemia, se acreditava que ocorreria nos meses seguintes uma redução na procura de plantas e, por isso, houve diminuição na área cultivada. Mas acabou ocorrendo o efeito contrário, as pessoas passaram a comprar mais plantas, o que reduziu a disponibilidade. Além disso, os produtores passaram a exigir pagamento à vista nas negociações como forma de garantir a produção que não tinha venda certa.
O vendedor de plantas, Thomas Wagner Möller, de Taquari, diz que conseguiu para este ano menos da metade da quantidade de vasos de crisântemos vendidos no ano passado, e com preço maior. O vaso que era comercializado a R$ 20 neste ano é vendido a R$ 25.   A comerciante Rosiane Dornelles Silveira, de Taquari, optou em não oferecer crisântemo neste ano devido ao aumento no preço. Para compensar, ela está oferecendo ramalhetes de statice, com menor preço. “São flores secas, que não precisa ficar na água e são naturais. Eram mais usadas antigamente, pelas famílias para levar ao cemitério. Estão  muito em moda essas plantas secas.”

Antes da homenagem, a limpeza dos túmulos 

FINADOS - Limpeza 09O movimento nos cemitérios aumentou nesta semana. Antes da data dedicada aos finados, muitas famílias têm por hábito fazer a manutenção e limpeza dos túmulos. Na tarde quente da quarta-feira, 28 de outubro, Maria Cleni de Souza Martins, 54 anos, junto de uma de suas filhas, Denise Souza Martins, 24 anos, dedicou um tempo para fazer a limpeza do túmulo onde estão sepultados seu esposo e os sogros, no Cemitério Municipal. No próximo domingo, elas pretendem ir até Tabaí onde estão os pais de Maria Cleni. O ritual segue uma tradição de família que está sendo passado aos filhos. “Fomos criados assim. Desde nova, acompanho a mãe”, diz Denise. “Aprendi com meus pais e estou passando para elas”, acrescenta Maria Cleni.
A limpeza é realizada antes da data para que, no dia 2 de novembro, feriado, quando os cemitérios registram mais movimento, esteja tudo em ordem. “Eles (os falecidos) não estão vendo e a gente não está vendo eles, mas quem vem vai ver que está limpinho”, comenta Maria Cleni. ‘É limpar uma pedra, mas a saudade não deixa a gente esquecer”, acrescenta.
O dia 2 de novembro é dedicado pela família apenas para visitação e colocação das flores. Nesse dia, a família Souza Martins percorre os cemitérios dos Almeida, o Municipal de Tabaí, do Passo do Santa Cruz, o de Triunfo e o de Coxilha Velha (também em Triunfo), para recordar os pais, tios, avós e cunhados. “Para mim é importante porque fui criada, desde pequena, a mãe ia limpar e levava a gente junto. É uma forma de respeito,seguindo os ensinamento dos pais da gente, o pai também gostava disso e pretendemos seguir”, salienta Denise.

A conservação da memória do menino morto na enchente

FINADOS - Túmulo Negrinho 04Na margem da VRS 828, na localidade de Beira do Rio, próximo à  Igreja São Bento, uma sepultura escondida na vegetação guarda a memória de um menino morto há, pelo menos, um século.
Conhecido apenas por Negrinho, a história é contada pelas gerações sem muitos detalhes. Uma moradora da localidade, Gisele de Fátima da Silva Scherer, 39 anos, diz que seu pai conta uma história relatada pelo avô (bisavô de Gisele), Dario da Costa Leite, conhecido na localidade por Bitota, que era dono de grande parte das terras. Um menino negro, com aproximadamente 12 anos, sem família, teria se abrigado da enchente em uma laranjeira, mas foi levado pelas águas. “O pai conta que a laranjeira ficava perto dessas antenas, nas terras do falecido Bitota”, diz Gisele. “Me  criei aqui e, desde que nasci, ouço essas histórias e a gente vem aqui botar uma flor, limpar quando tá muito sujo”, acrescenta. Gisele também colabora para a manutenção do local. Neste ano, após a enchente, ela e o filho trabalharam para retirar os entulhos.
FINADOS - Senhor Janela 02Um morador da localidade, Amaro Pacifico da Silva, 94 anos, diz que não lembra quando o fato teria ocorrido. “Faz muitos anos, foi antes da enchente de 1941. Sempre teve aquela sepultura. Era mais pra dentro. Fizeram outra”, conta. Conforme os moradores, a distância entre a margem do rio e a estrada era maior e a primeira sepultura construída teria desmoronado. Para não perder a memória, uma nova foi feita mais próxima da estrada.
O morador da localidade de Coxilha Velha, Pedro Bento, 57 anos, morou na Beira do Rio até 1990 e manteve o hábito de limpar o túmulo. Agora, com novo endereço, vai até o local algumas vezes no ano para fazer a conservação. “Agora, moro longe e fica meio difícil. Mas umas  duas vezes por ano, vou lá e levo foice e enxada, capino e roço”.

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