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Ainda sem perspectiva de retomada dos eventos

Artistas e empresas que trabalham com eventos estão no topo da lista dos mais prejudicados pela pandemia de coronavírus. Eles foram os primeiros a parar e, passados seis meses, não têm perspectiva de retorno. Centenas de pessoas em Taquari perderam os empregos temporários ou fixos. Para alguns, era o complemento da renda da família, mas para outros, era a única fonte de renda. Trabalhadores da área veem dificuldades, inclusive, quando houver a retomada.
O florista Deivid Nunes é proprietário de uma empresa de decoração de festas, que realizava de quatro a seis eventos por mês. “Assim como para todos da área de eventos, não está sendo muito fácil. Estamos nos adaptando ao contexto que vivemos hoje e, assim, nos organizando para dar continuidade nos sonhos que foram agendados e remarcados para 2021”, conta.
O último evento da empresa Palco A, que trabalha com sonorização, foi em 14 de março, no show gospel, em Gravataí, da cantora Isadora Pompeo. Desde então, eventos com público foram zerados. “Ficamos umas três semanas meio desnorteados, sem muitas informações do que poderia ser do nosso futuro. Então, tivemos que criar um novo horizonte, que foram as lives. Elas vêm nos salvando e, com isso, estamos conseguindo deixar em dia o que não pode ser prorrogado. Também tenho alguns serviços de consultoria que se mantiveram  e fiz alguns trabalhos de carro de som. Mas como todos da área de eventos, estamos sobrevivendo e, pela pandemia, impedidos de fazer o que mais gostamos”, conta o empresário Márcio Leite.
Neste período, a empresa teve 12 eventos cancelados, ou seja, que não foram remarcados. “A cada mês que passa, entra mais algum nessa lista. Um exemplo é Gaúcho 4×4, que eram cinco etapas no ano, 15 dias de evento. Há só dois por acontecer e sem municípios para realizar”, relata.
Sem perspectiva de retorno, o empresário diz ainda que não é possível agendar os eventos do final de ano. “Sem a tal vacina, que não sai dos testes, nossos dias vão passando. Hoje não tem nenhuma festa de final de ano ou  formatura sequer agendada ou especulada.”
No ano passado, a empresa realizou cerca de 80 eventos ao público  e, neste ano, foram apenas 11 eventos. A Palco A tinha uma equipe de cinco colaboradores. “Conseguimos nos organizar e alocar os mesmos em outras atividades de outras empresas.”

“Neste ano estávamos com a melhor agenda da história da banda”

Os integrantes da Banda Voyagers, de Taquari, estavam apostando todas as fichas no ano de 2020. Com 28 anos de atuação e quatro CDs gravados, em dezembro passado foram  lançadas música e clipe novos. “Neste ano estávamos com a melhor agenda da história da banda, mas infelizmente aconteceu isso. Seria, talvez, nossa chance de decolar porque a música e o clipe tiveram uma ótima aceitação”, salienta o empresário e músico, Paulo Ricardo da Silva, 50 anos.
Com 34 anos de atuação na área – desde os 16 anos – Paulo Ricardo contabiliza mais de 30 eventos cancelados e outros oito adiados na expectativa de normalizar a situação. “Eu não vivo só de eventos, tenho emprego fixo e, também, dou aula de música nas horas vagas. Mas músicos que tocam na minha banda tiveram que procurar outros ganhos, com alguns trabalhos temporários”. Cerca de  12 pessoas acompanhavam a banda entre equipe técnica  e músicos. Até o final do ano são mais 14 eventos contratados. “Mas, com certeza, serão cancelados ou adiados, pois não tem previsão de retorno”.
A última apresentação da Banda Voyagers foi no dia 15 de março,  porque a seguinte seria na Festa de São José, em 19 de março, data em que todos os eventos foram cancelados.
“Vejo muitos amigos músicos desesperados se desfazendo de bens para poder sustentar a família”, lamenta.
Paulo Ricardo diz que recebe pedido para a realização de lives (show com transmissão pela internet), mas é necessário um investimento alto para ter um evento de qualidade. “Pra minha banda seria só para o fato de o fã rever a banda, ouvir as músicas, porque até patrocínios são muito difíceis de conseguir; a crise afetou a todos e fazer uma live com qualidade gera um custo alto”. Com toda esta situação, o músico sente-se desanimado e entende que a retomada também será bem difícil. “O músico não é feito, ele nasce músico. No meu caso, meu emprego fixo também é ligado à música, então eu vivo da música. Acredito que essa é a arte mais difícil de viver porque os investimentos são muito altos em instrumentos bons e de qualidade e o retorno muito lento. A música, para nós, tem uma magia. Nem sempre tocamos pelo dinheiro. Acho que além de o nosso ramo ter sido prejudicado financeiramente, também nos tirou um pouco a magia de tocar, de alegrar porque, com certeza, o reinício será difícil.”

Últimos dias para cadastro na Lei Aldir Blanc

Encerra no dia 15 de setembro o prazo do cadastro para receber os recursos do Auxílio Cultura, a Lei Aldir Blanc, que prevê auxílio financeiro ao setor cultural.
A iniciativa, segundo o governo Federal, busca apoiar profissionais da área que sofreram com impacto das medidas de distanciamento social por causa do coronavírus.
Serão liberados R$ 3 bilhões para os estados, municípios e o Distrito Federal que poderão ser destinados à manutenção de espaços culturais, pagamento de três parcelas de uma renda emergencial a trabalhadores do setor que tiveram suas atividades interrompidas e instrumentos como editais e chamadas públicas.
De acordo com o decreto, para ter direito ao benefício, o profissional do setor artístico terá de comprovar atuação na área nos últimos 24 meses e não poderá ter emprego formal. Outra exigência é não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial e nem estar recebendo seguro-desemprego ou qualquer renda de programa de transferência de renda federal, com exceção do  Bolsa Família.
Também é preciso comprovar renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários-mínimos, o que for maior.
Para ter direito ao benefício, a pessoa não pode ter recebido, no ano de 2018, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 e nem ser beneficiário do auxílio emergencial pago pelo governo Federal.
Os espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas e organizações comunitárias que tiveram as atividades interrompidas também receberão um subsídio mensal do governo Federal, no  valor entre R$ 3 mil e  R$ 10 mil. Terão direito a esses recursos, por exemplo, pontos e pontões de cultura, teatros independentes, escolas de música, dança e artes, circos, bibliotecas comunitárias, centros culturais, espaços de povos tradicionais, cineclubes, livrarias, estúdios de fotografia, ateliês de pintura e moda, feiras de arte e artesanato e espaços de literatura e poesia.
Em contrapartida, após a retomada das atividades, as instituições beneficiadas deverão realizar atividades para alunos de escolas públicas, prioritariamente, ou para a comunidade, de forma gratuita.
A lei foi aprovada em junho pelo Congresso Nacional, mas aguardava regulamentação. Ela ficou conhecida como Lei Aldir Blanc, em homenagem ao compositor e escritor que morreu em maio. As prefeituras estão prestando informações sobre o auxílio.

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