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Leitura prejudicada nas escolas estaduais

A situação das escolas estaduais em Taquari continua complicada. Além de a maioria dos educandários sofrerem com a falta de professores durante o primeiro mês de aula – e em alguns o problema persiste, o corte de bibliotecários prejudica todas as instituições mantidas pelo Governo do Estado no município.

A medida foi comunicada às escolas no início do ano letivo, em fevereiro de 2019. Nesta semana, o jornal entrou em contato com todos os educandários da rede estadual no município. Nenhum conta com bibliotecário, o que tem prejudicado a retirada e catalogação dos livros.
Na Ana Job, os alunos, que antes tinham hora do conto na biblioteca, não estão levando os livros para casa por falta de profissionais que controlem a retirada e devolução do material, além de catalogá-lo. Atualmente, eles realizam as leituras em sala de aula, acompanhados dos professores, que fazem o controle dos livros.
Na Antônio Leite Costa, não existe bibliotecário há cerca de três anos, o que impossibilita o trabalho de hora do conto, que era feito pelo profissional. A contratação de um bibliotecário não é autorizada à escola em função do número de alunos, que é de 51 no total. Também não há supervisora escolar. Para retirada e devolução dos livros, a diretora acompanha os estudantes quando necessário.
Na Barão de Ibicuí, o grêmio de alunos, que está sendo constituído, auxilia na catalogação dos livros, com ajuda de uma monitora do turno da noite. Os estudantes ainda não estão retirando livros para levar para casa, apenas utilizam o material durante as aulas, acompanhados dos professores.
Na Barão de Antonina, alunos até o 5º ano ainda não tiveram acesso aos livros, tendo em vista que as turmas têm grande número de alunos e os dois monitores do turno da tarde acompanham, em sala de aula, estudantes portadores de deficiência. Nas turmas a partir do 6º ano, a professora de português e literatura realiza os registros de retirada e devolução dos livros. Os materiais que chegaram à escola em 2019 ainda não foram catalogados em sua totalidade. Os trabalhos de pesquisas, comumente feitos pelos estudantes nas bibliotecas, também estão comprometidos.
A Júlio de Castilhos está sem bibliotecário desde o ano passado, após a profissional responsável pelo setor se aposentar. Em função do número de alunos da escola, 50 estudantes no total, a contratação de um bibliotecário já foi negada à instituição no ano passado. Alunas do 9º ano do educandário têm feito trabalho voluntário na escola, ministrando aula do conto para os estudantes e controlando a retirada e devolução dos livros. A escola também conta com o projeto Biblioteca Aberta, que distribui livros para toda a comuidade, independentemente de haver na família alunos matrículados na instituição, como forma de valorizaão da leitura. No entanto, o projeto também está prejudicado pela falta de bibliotecário.
A escola Menezes Costa, que continua com falta de professor para a disciplina de história, também está com a biblioteca fechada. Para não privar os estudantes do acesso aos livros, o educandário tem realizado hora da leitura, onde o professor acompanha os alunos na biblioteca. Os livros não são levados para casa.
Na Nardy de Farias Alvim, os alunos têm uma vez por semana para retirar e devolver o material da biblioteca. Os registros são feitos pela supervisão escolar, que tem acumulado a função do bibliotecário. Os professores também utilizam os livros durante as aulas.
O Instituto Pereira Coruja, nas férias, havia reformado e informatizado toda a biblioteca da escola, que, até o ano passado, tinha bibliotecário em três turnos. O instituto foi surpreendido com a informação do corte dos profissionais, o que tem impossibilitado a retirada dos livros por parte dos 1.150 alunos. Como o Pereira Coruja também sofria com a falta de professores, foi realizado mutirão entre os alunos, no período em que estavam sem professores, para catalogação dos livros. Uma monitora realizou a distribuição do material didático, mas como os livros não eram suficientes para todos os alunos, alguns precisam ir sozinhos à biblioteca, retirar o material para utilizar em sala de aula e posteriormente devolver. A escola também segue com falta de professores em algumas disciplinas, o que deve ser normalizado na próxima semana, além de duas merendeiras e uma funcionária. Também foi reduzida a carga horária da coordenação da escola.
O jornal não conseguiu contato com a direção da escola de ensino fundamental Nossa Senhora da Assunção.

Governo do Estado diz que medida é temporária

Nesta semana, o jornal enviou e-mail à 3ª Coordenadoria Regional de Educação, questionando os motivos que levaram à adoção da medida. O posicionamento foi enviado através da assessoria de imprensa da secretaria estadual de Educação. Segue, na íntegra, a nota emitida pelo Governo do Estado. “A Secretaria de Educação repassou orientação às Coordenadorias Regionais de Educação no sentido de priorizar o atendimento aos alunos em sala de aula, utilizando, em um primeiro momento, especialmente para garantir o início do ano letivo, os recursos humanos disponíveis na escola e que porventura não estivessem em sala de aula, ou seja, estivessem em atendimento nos setores, como, por exemplo, biblioteca. Este entendimento baseia-se na simples razão de que a nomeação dos professores visa ao atendimento da regência em sala de aula, motivo pelo qual os professores foram efetivados em suas funções no Estado. Ainda, a orientação foi repassada para análise e gerenciamento de RH pelas CRE junto às escolas, de forma pontual, nas situações em que efetivamente não houvesse professor disponível na escola ou no município. Importante esclarecer que a situação é temporária. Na ampla maioria das Escolas, há vice-diretores nos turnos de funcionamento, monitores que acompanham a movimentação dos alunos, além do próprio professor que pode acompanhar os alunos nas pesquisas à biblioteca”.

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